sábado, 6 de agosto de 2022
Milonga e Forró: dois bailes populares
Música, nativismo e regionalismo na literatura sul-rio-grandense
https://dspace.unipampa.edu.br/bitstream/riu/627/1/TCC%20II%20-%20VERS%c3%83O%20FINAL%20II.pdf
A historiografia da “música gauchesca”: apontamentos para uma História
Este trabalho propõe um olhar reflexivo e abrangente sobre a produção bibliográfica acerca da História da “música gauchesca”. No texto, tal historiografia é dividida em três fases de acordo com os preceitos estéticos e ideológicos que guiaram seu desenvolvimento nos últimos sessenta anos. Além disso, ainda são apresentados arquivos, desafios e possíveis alternativas para pesquisas futuras.
https://revistacontemporaneos.com.br/n10/dossie/histografia-musica-gauchesca.pdf
A música dos festivais nativistas do Rio grande do Sul como elemento fomentador da(s) à afirmação da(s) identidade(s) do povo gaúcho
A cultura do povo gaúcho se constitui a partir de elementos
marcantes e determinantes na sua produção simbólica, seja na manifestação
através da arte, seja no cotidiano dessas pessoas, que se distinguem pelo modo
de falar, vestir, comer e na singularidade subjetiva da sua representação
enquanto sujeito, agentes da construção de uma história cheia de dualidades que
marcam as identidades características de um povo que se consolidou como
derivado de uma miscigenação singular. Um dos elementos mais marcantes desse
processo de identificação se materializa na música e na poesia produzidas pelos
habitantes do sul do Brasil. Analisar com profundidade e atenção especial essa
produção cultural como fenômeno social de relevada abrangência é o objeto desse
estudo. Sobretudo a música e a poesia construída ao longo de mais de quatro
décadas nos festivais de música nativista que preenchem os palcos do Rio Grande
do Sul quase todos os finais de semana nos mais diversos rincões desse estado
brasileiro. Estabelecer uma análise a partir da observação pela participação
direta em alguns desses eventos, além de traçar um plano de trabalho para uma
pesquisa social acerca da relação dessa produção cultural e artística com a
afirmação cotidiana da(s) identidade(s) do gaúcho contemporâneo é o objetivo
central desse trabalho. A pretensão aqui é demonstrar que a música nativista
dos festivais do Rio Grande do Sul pode ser considerada como um elemento
fomentador à afirmação da(s) identidade(s) do povo gaúcho e também se constitui
como uma prática sociocultural relevante no contexto da cultura regional
brasileira e latino-americana. Esse estudo também propõe pensar a música nativista
dos festivais do Rio Grande do Sul como um importante instrumento para a
construção de uma Epistemologia do pensamento produzido por um povo do sul e, a
luz da interpretação psicanalítica, dialogando com outros campos do saber para
estabelecer uma analogia entre o processo dessa construção artística e cultural
com a afirmação do processo de identificação social e individual desse povo.
Uma pesquisa social interdisciplinar que visa estabelecer um elo entre o saber
da academia com a produção cultural dos palcos da música regional do sul do
Brasil.
https://home.unicruz.edu.br/wp-content/uploads/2017/03/Alex-Della-Mea-A-MUSICA-DOS-FESTIVAIS-NATIVISTAS-DO-RIO-GRANDE-DO-SUL-COMO-ELEMENTO-FOMENTADOR-A-AFIRMACAO-DAS-IDENTIDADES-DO-POVO-GAUCHO.pdf
Música Nativista e Imaginários Gauchescos: sobre cantar opinando
De acordo com Lucas (1990), podemos entender a música nativista como um caso específico de regionalismo musical dentro das múltiplas expressões da música popular brasileira contemporânea; trata-se de um repertório de canções oriundo do Estado do Rio Grande do Sul, conhecido como “música nativista gaúcha”. Nota-se a presença de um trânsito musical entre os países do chamado Cone Sul latino-americano, apontando para a constituição de imaginários e audições de mundo acerca do que os sujeitos entendem como “cultura gaúcha”. Assim, o artigo pretende discutir a relação entre este tipo de produção musical no sul do Brasil e a constituição de imaginários gauchescos que perpassam diferentes territórios e sonoridades.
https://www.academia.edu/4205428/M%C3%BAsica_Nativista_e_Imagin%C3%A1rios_Gauchescos_sobre_cantar_opinando
quinta-feira, 4 de agosto de 2022
Milonga: o poema e a música na tradição gaúcha
Estilo musical e de dança tipicamente gaúcho, a Milonga é um dos ritmos mais apreciados no Rio Grande do Sul, tendo, desde seu surgimento até os dias atuais, se modificado, assumindo diversas variações. Conheça um pouco da história da Milonga no artigo de Andressa Zoi Nathanailidis!
Originária da Habanera, a Milonga é um estilo musical que nasce na Argentina, à segunda metade do século XIX, expandindo-se para Uruguai e Brasil, em função das proximidades fronteiriças.
No Brasil, o estilo integra a cultura gaúcha, tendo sido a primeira “milonga brasileira” gravada em 1968: a Milonga do Bem Querer, composição de Cláudio Pinto, cuja performance coube ao Trio Farroupilha, renomado difusor desse estilo musical no país. A composição serviu para inspirar muitas outras peças que atestam ser a Milonga, hoje, um dos ritmos favoritos no Rio Grande do Sul.
Tradicional execução em meio às “payadas“ – eventos de improvisação poética, nos quais a poesia oral é performada em conjunto com o acompanhamento de violão ou guitarra -, a Milonga é, geralmente, uma música escrita em compassos quaternários e desenvolvida por meio de tonalidades menores, com andamentos lentos.
Apesar disso, atualmente, a Milonga tem assumido diversas variações. Embora existentes em menor quantidade, tais variações chamam atenção por trazerem novas propostas, frutos dos hibridismos estabelecidos entre o modelo original e as múltiplas tradições conservadas no país.
Além da guitarra e do violão, hoje as performances integram também outros instrumentos, como, por exemplo, a flauta, o violino e a sanfona. Também já são conhecidas composições de ritmo um pouco mais acelerado, cuja inspiração parte de outros estilos, a exemplo do Candomblé, do Jazz e do Samba. Entre as variações há, inclusive, aquelas desenvolvidas em tonalidade maior que contam com escalas menores em sua estrutura, o que passa ao ouvinte a impressão dolente, de certa melancolia.
O termo “milonga“, cuja etimologia decorre do idioma bundo-congolense (presente em Angola e Congo, respectivamente), significa “palavra”. Além da canção popular regionalista, serve para designar a dança associada a tal estilo musical: geralmente instituída em passos lentos e largos, que se assemelham muito ao Tango argentino.
Texto extraído de: https://terradamusicablog.com.br/milonga-ritmo-gaucho-e-danca-2/





























