quinta-feira, 8 de outubro de 2026
terça-feira, 22 de setembro de 2026
quarta-feira, 2 de setembro de 2026
🎧 TRAMAS MUSICAIS: Álbum Terra (1979) - Francisco Mário
Francisco Mário
segunda-feira, 31 de agosto de 2026
quinta-feira, 27 de agosto de 2026
🎧 TRAMAS MUSICAIS: Gaudêncio 7 Luas (Segunda colocada da II Califórnia da Canção Nativa - 1972)
quarta-feira, 26 de agosto de 2026
segunda-feira, 24 de agosto de 2026
sexta-feira, 21 de agosto de 2026
🎧 TRAMAS MUSICAIS: Espetáculo Os Fagundes - Ao vivo (2005)
1 - Origens.
2 - Tropeiro Velho.
3 -Tô no Vanerão.
4 - Galpão Crioulo.
5 - Sestiando nos Meus Pelegos.
6 - No Balanço da Morena.
7 - Oh! De Casa.
8 - Última Lembrança.
9 - Gaúcho.
10 - Querência.
11 - - Menino da Porteira.
12 - Baita Baile.
13 - O Colono.
14 - Tambor do Coração.
15 - A Gente Canta.
16 - Canto Alegretense.
17 - Querência Amada.
Extras:
Making Of.
Grupo Inhanduí (1983).
Luis Menezes - Piazito Carreteiro
(2002).
Roda de Chimarrão com Paixão
Côrtes, Edson Dutra, Telmo de Lima Freitas, Elton Saldanha e Família Fagundes.
Neto e Ernesto Fagundes em Veneza,
Itália.
quinta-feira, 20 de agosto de 2026
quarta-feira, 19 de agosto de 2026
quarta-feira, 12 de agosto de 2026
segunda-feira, 3 de agosto de 2026
🎧 TRAMAS MUSICAIS: Casa Ramil Ao Vivo - Show Completo
Casa Ramil Kleiton, Kledir, Vitor, Ian, Gutcha, Thiago e João Ramil Arranjos: Casa Ramil Arranjos vocais: Kleiton Ramil KLEITON – violão aço, violino, percussão KLEDIR – violão nylon, cuatro venezolano, efeitos eletrônicos VITOR – violão aço, viola, saz, percussão, harmonium, controladora midi IAN – violão aço, saz, percussão,monotrom e harmonium GUTCHA – percussão, rabeca, harmonium THIAGO – baixo, violão aço, guitarra, controladora midi, efeitos eletrônicos JOÃO – percussão, baix0 CASA RAMIL Autor: Vitor Ramil VIRA VIROU Autor: Kleiton Ramil ARTIGO 5º Autores: Leo Aprato e Ian Ramil AMORA Autor: Thiago Ramil AUTORRETRATO Autores – Kleiton Ramil e Kledir Ramil ESTRELA, ESTRELA Autor: Vitor Ramil TARTARUGA Autoras: Gutcha Ramil e Dessa Ferreira CANTO Autores: Thiago Ramil e Bruno Volkmer RAMILONGA Autor: Vitor Ramil O BICHINHO Autor: Ian Ramil NOITE DE SÃO JOÃO Autores – Pery Souza e Kledir Ramil DEIXANDO O PAGO Autores: Vitor Ramil e João da Cunha Vargas Documentado em vídeo por: Diretor: Renato Falcão Diretor de fotografia: Renato Falcão Montagem: LGGuerra e Juliano Falcão Finalização: LGGuerra Câmeras: Dimitri Lucho, Javali Fabrício, Lucas Moraes, Marcel D'Alagnol, Pedro Balestreri e Thomaz Crocco Gravação áudio: André Colling Assistentes: Binho Schiavon e Henrique de Oliveira Mixagem e Masterização: Leo Bracht (Transcendental Audio) Coordenação de Produção: Branca Ramil (Ramil e Uma Produções) Produção executiva: Kaio Ramil Capa: Taíse Kodama, Mateus Avila (Koav Design e Cultura) e Lucas Levitan Logo Casa Ramil: Afonso de Lima Produzido por: CASA RAMIL Idealizado por: Branca Ramil SHOW: Karina Ramil (filha do Kleiton) – direção de cena Isabel Ramil (filha do Vitor) – vídeos e iluminação em parceria com tio Marcelo Linhares (marido da Branca) Kaio Ramil (filho do Kleiton) – produção executiva Branca Ramil (irmã de K&K e Vitor, tia de Ian, Gutcha, Thiago, João, Isabel, Karina e Kaio) – direção de produção Iluminação: Marcelo Linhares e Isabel Ramil Operadores de Som: André Colling (PA) e Lauro Maia (Monitor) Roadies: Marcelo Feijó, Piquet Coelho, Rafael Pacheco Produção Local: Cida Cultural Documentado em vídeo sob a direção de Renato Falcão Gravado ao vivo no Theatro São Pedro de Porto Alegre/RS em março de 2018
sexta-feira, 31 de julho de 2026
quinta-feira, 30 de julho de 2026
quarta-feira, 6 de maio de 2026
sábado, 2 de maio de 2026
🎧 TRAMAS MUSICAIS: Álbum Palmeira Seca (2001) - Chico Lobo & Convidados
Palmeira Seca
Trilha sonora da minissérie da Rede Minas inspirada no romance "Palmeira Seca", de Jorge Fernando dos Santos, com roteiro e direção de Breno Milagres.
Repertório:
1 - Alma Caipira – Instrumental (Chico Lobo/Jorge Fernando dos Santos)
2 - Palmeira Seca (Chico Lobo/Jorge Fernando dos Santos), com Chico Lobo e participação de Cid Ornelas no cello
3 - Terra Firme – Instrumental (Chico Lobo)
4 - De Formiga e Cigarra (Chico Lobo/Jorge Fernando dos Santos), com Renato Motha e Tatá Sympa
5 - Lenda Mineira (Valter Braga/Jorge Fernando dos Santos), com Efraim Maia e Ladston do Nascimento
6 - Água Boa – Instrumental (Chico Lobo)
7 - Devaneio (Jorge Fernando dos Santos), com Helena Penna 19:20 - 8 - Fogo Vivo – Instrumental (Chico Lobo)
9 - Marruá (Chico Lobo/Jorge Fernando dos Santos), com Déa Trancoso e Tino Gomes
10 - Vento Vasto – Instrumental (Chico Lobo)
11 - Meu Velho (Valter Braga/Jorge Fernando dos Santos), com Valter Braga e participação de Renato Motha no violão
12 - Tempo Todo – Instrumental (Chico Lobo), participação de Jorge Fernando dos Santos
13 - Alma Caipira (Chico Lobo/Jorge Fernando dos Santos), com Chico Lobo
FICHA TÉCNICA
Viola caipira em várias afinações: Chico Lobo
Percussões: Carlinhos Ferreira
Arranjos e direção musical: Chico Lobo
Capa: Adriano Alves
Produção executiva: Angela Lopes
Gravado no Estúdio HP, 2001
terça-feira, 14 de abril de 2026
segunda-feira, 13 de abril de 2026
quinta-feira, 2 de abril de 2026
🎧 TRAMAS MUSICAIS: Folias e Folguedos do Brasil - Ciclo Junino (2010) - Inimar dos Reis
Folias e Folguedos do Brasil (ciclo junino), do brincante, músico e pesquisador de folclore Inimar dos Reis apresenta cantos e danças associados a um dos ciclos festivos do calendário popular brasileiro, o ciclo junino. Folias e Folguedos do Brasil é um projeto para divulgar a cultura popular brasileira em suas raízes: Bendito de São João, Folia de São João, Catira, Cana-verde, Dança do café, Coco, Ciranda, Cururu, Siriri, Fandango, Vilão, Carimbó, Araruna, Jongo, Bumba meu boi e Quadrilha são as folias e folguedos apresentados pelo autor.
1- Bendito de São João
2- Folia de São João
3- Viola na Catira
4- Cana Verde
5- Canção de Peneirar
6- Coco da Manuela
7- Ciranda
8- Cururu
9- Siriri
10- Fandango
11- Vilão
12- Jongo
13- Dança do Aruruna
14 - Boi da Folia
15- Carimbó
16- Alvorada em Festa
🎧 TRAMAS MUSICAIS: Álbum Folias do Brasil (2000) - Org. Dércio Marques
1- Interpretação: Folia de Reis Buritis - MG
2- Interpretação: Dércio Marques / Daniela Lasalvia / Fernando Guimarães
3- Interpretação: Raquel do Monte / Coral do Conservatório Pernambuco de Música
4- Interpretação: Giovanni Guimarães
5- Interpretação: Fernando Guimarães
6- Interpretação: Dércio Marques / Guru Martins
7- Interpretação: Dércio Marques / Saulo Laranjeira / Doroty Marques / Zé Gomes
8- Interpretação: Xangai
9- Interpretação: Benjamim Gonçalves / Fernando Guimarães
10- Interpretação: Dércio Marques / Titane
11- Interpretação: Dércio Marques / Fábio Paes
12- Interpretação: Família Alcântara
13- Interpretação: Levi Ramiro / José Esmerindo / Magrão
14- Interpretação: Povo de Trás-os-Montes (Portugal)
15- Interpretação: Coral Trovadores do Vale
16- Interpretação: Folia de Reis Valente - BA
17- Interpretação: Família Alcântara
18- Interpretação: Folia Pena Branca, de Uberlândia - MG
19- Interpretação: Povo de Trás-os-Montes (Portugal)
20- Interpretação: Dércio Marques
21- Interpretação: Dércio Marques / Doroty Marques
22- Interpretação: Dércio Marques / Paulinho Pedra Azul / Rubinho do Vale / Titane / Chico Lobo / Saulo Laranjeira / Pereira da Viola / Markú Ribas / Frei Chico / Lira Marques / Tau Brasil / Lú e Celinha / Gê Lara e Lemão
23- Interpretação: Pereira da Viola
24- Interpretação: Folia de Reis Monte Belo - MG
25- Interpretação: Folia de Reis Buritis - MG
quarta-feira, 11 de março de 2026
🎧 TRAMAS MUSICAIS: Álbum Rosário dos Pretos - Cânticos (1999)
"Rosário Dos Pretos - Cânticos" é um disco com canções da missa que é celebrada toda tarde de terça-feira na Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos, no Pelourinho, centro histórico de Salvador (capital da Bahia). A celebração teve um importante colaborador, o jesuíta Padre Alfredo, que, com sua sensibilidade e entusiasmo, durante o seu tempo como pároco (1994-2001), favoreceu a introdução de formas populares de expressão afro-brasileira na liturgia católica tradicional. O disco foi produzido por J.Velloso em 1999, quando participou de uma dessas missas cantada em memória do grande compositor baiano Batatinha (que pertencia a Irmandade dos Homens Negros do Rosário de Maria), e conta com a presença de grandes artistas negros, como Aloisio Menezes, Ilê Aiyê & Coral do Rosário; Bule-Bule; Chico César & Filhos de Gandhi; Clécia Queiroz & Os Ingênuos; Dona Edith do Prato; Dona Ivone Lara; Dona Zezé; Filipe Mukenga & Oficina de Frevos e Dobrados (dirigida por Fred Dantas); Gamo da Paz & Grupo Ofá; Grupo Ofá & Coral do Rosário; Grupo Ofá & Fiéis do Rosário; Ilê Aiyê & Coral do Rosário; Lazzo; Márcia Short & Meninos do Pelô; Margareth Menezes & Olodum; Mariene de Castro & Filhos de Gandhi; Matildes; Padre Alfredo & Meninos do Pelô; Pró Mimi; Rás Bernardo & Banda Ragga; Roberto Mendes & Vozes da Purificação; Tati Lima; Tonho Matéria; Zezé Motta & Banda Didá.
Faixas
1. Grupo Ofa - Ogum (J. Velloso)
2. Margareth Menezes e Olodum - Oh! Que Coisa Bonita (Padre Alfredo)
3. Padre Alfredo - Senhor Deus (Domínio Público)
4. Tati Lima – Bwana (Domínio Público – Zairense)
5. Banda Didá e Zezé Motta - Tá Caindo Fulô (Domínio Público – Zairense)
6. Fiéis Do Rosário e Grupo Ofá - Nkosi Sikelel 'L Afrika (Congadeiros De Minas)
7. Banda Ragga e Ras Bernardo - Ai De Mim (Padre José Raimundo Galvão)
8. Aloisio Menezes, Coral Do Rosário e Ilê Aiyê - Um Grito De Fé (Padre Alfredo)
9. Clécia Queiroz e Os Ingênuos - Oh Meu Santo Antônio (Padre Alfredo)
10. Chico César e Filhos De Gandhi - Quem Disse (Zé Vicente)
11. Meninos Do Pelô e Padre Alfredo - Vem Espírito Vem (Domínio Público)
12. Bule-Bule - Pai Nosso (Domínio Público)
13. Padre Alfredo - Assim Seja (Padre Alfredo)
14. Dona Ivone Lara e Ilê Aiyê - Sorriso Negro (Adilson Barbado, Jair Carvalho, Jorge Portugal)
15. Pró Mimi - Hino Da Nossa Senhora Do Rosário (Irmandade De Nossa Senhora Do Rosário Dos Pretos)
16. Dona Edith Do Prato - Deus é Mais (Padre Alfredo)
17. Dona Zezé - Hino De Santa Bárbara (Domínio Público)
18. Lazzo Matumbi - Cristo Amigo (Padre Luna)
19. Meninos Do Pelô e Márcia Short - Terça-Feira Pelourinho (Padre Alfredo)
20. Tonho Matéria – Viva (Padre Alfredo)
21. Filhos De Gandhi e Mariene De Castro - Senhora Negra (Padre Alfredo)
22. Dobrados, Filipe Mukenga, Fred Dantas e Oficina De Frevos - Hino A Santo Antônio De Categeró (Domínio Público)
FICHA TÉCNICA DO ÁLBUM:
Álbum: Rosário dos Pretos – Cânticos Ano: 1999
Projeto, Realização, Produção Musical e Direção Artística: J. Velloso
Produção e Realização: Elias Filho
Co-produção e co- direção artística: Mariene de Castro
Assistentes de produção musical: Luciano Salvador Bahia e Giba
Produção executiva: Maria Nascimento
Assistentes de Produção: Peu, A. Barbosa, J. Nascimento
Gravação e Mixagem: Filipe Cavalieri
Assistentes de Gravação e Mixagem: Junior e Marcos
Masterização : Ganen Luiz Torngi e Filipe Cavalieri
Foto da capa: Patrícia Giancotti
Fotos do encarte: Célia Aguiar
Criação Gráfica: Maria Sampaio
quinta-feira, 5 de março de 2026
Resistência negra: Ingredientes típicos de África se tornam base da culinária brasileira
Dos terreiros e das senzalas, saberes ancestrais de mulheres escravizadas construíram paladar do país
Quiabo, coentro, inhame, leite de
coco, pimenta malagueta, noz moscada, café, gengibre, jiló, amendoim e azeite
de dendê. Não importa em que lugar do país você esteja, se procurar na sua
cozinha certamente vai encontrar pelo menos um desses ingredientes.
O que eles tem em comum? São uma
pequena parte dos alimentos típicos de África que foram trazidos para o Brasil
nos navios negreiros e hoje são fundamentais na culinária do país, provando a
importância da resistência negra na nossa cultura.
E não são apenas ingredientes, mas
muitas das receitas e dos modos de fazer que fazem parte do dia a dia dos
brasileiros tem como origem os saberes ancestrais de africanos escravizados, em
especial das mulheres. Afinal, eram elas que cozinhavam nas casas grandes a
partir de seus conhecimentos tradicionais. Assim, elas introduziram na
culinária brasileira receitas saboreadas em diversas regiões, como cocada,
angu, cuzcuz, pamonha, quindim, mungunzá, moqueca e vatapá.
Vale lembrar que as pessoas de
África escravizadas encontraram também ingredientes nativos do Brasil e modos
de preparo típicos da Europa e de diferentes etnias indígenas. Elas souberam
incorporar esses sabores e aprimorar receitas, conquistando diferentes
paladares e dando origem a chamada gastronomia afro-brasileira.
“No lugar o inhame começaram a usar mandioca, para substituir o sargo passaram a usar o milho, para compensar algumas faltas de pimentas, começaram a utilizar condimentos que já tinham no Brasil”, exemplifica o chefe de cozinha Marcelo Reis, que se dedica a culinária afro-brasileira. “Os negros observaram os pratos preparados pelos indígenas, como o pirão, a moqueca e o bobó e os enriqueceram com produtos africanos, como o leite de coco. Eles também entraram em contato com os animais criados pelos colonizadores e assim surgiram receitas como vatapá, o sarapatel o xinxim de galinha. Se os traficantes de escravos traziam ingredientes, os escravizados traziam na memória os usos e os gostos de suas terras, segredos de nossos ancestrais.”
Acarajé começou a ser vendido por mulheres negras alforriadas e hoje é principal prato da culinária baiana / Divulgação/ Fundaj
Parte importante da gastronomia
afro-brasileira tem origem nos terreiros de candomblé, criados como as chamadas
comidas de santo, que eram entregues a entidades espirituais como oferendas. É
o caso do famoso acarajé, tombado como patrimônio cultural do Brasil. Ele
começou a ser vendido em tabuleiros, em Salvador, por mulheres negras
alforriadas e hoje é o carro-chefe da culinária baiana, ao lado do vatapá, do
caruru e do abará.
Quem apendeu a cozinhar nos
terreiros é cozinheira Solange Borges, de Camaçari, na Bahia, que é filha e
neta de baianas de tabuleiro, que vendiam alimentos típicos da cultura
afro-brasileira pelas ruas das cidades. “O povo de terreiro, no qual eu me incluo,
e os terreiros são responsáveis por savalguardar este patrimônio que é a
culinária afro-brasileira. Um dos exemplos mais incríveis é o caruru de Cosme e
Damião. O quiabo é da descendência, é um alimento que a gente trouxe para a
mesa. Mesmo sempre santos católicos, com o sincretismo a gente fez essa
comemoração, que é uma oportunidade de homenagear os inquices como um todo.”
Hoje, Solange trabalha no projeto Culinária de Terreiro, fundado por ela mesma, que tem o objetivo de preservar e valorizar os alimentos típicos da culinária afro-brasileira. Ela mesma produz a farinha de mandioca e o dendê-de-pilão que usa nas receitas, ambos feitos no fogão a lenha.
“Minha mãe era condomblecista e eu
com seis anos frequentava os terreiros. Eu vi essa efervescência que é a
cozinha, esse ambiente colorido, festivo, alegre, de muita afetividade, com
muitos cheiros e afetos. A gente foi aprendeu nesse espaço sem nem perceber que
estavam passando informações, era tipo uma brincadeira”, lembra.
Mas, sem dúvida, um dos pratos
mais típicos da culinária afro-brasileira é a famosa feijoada, um símbolo da
gastronomia nacional. Com diferentes versões, que variam de opções vegetarias
àquelas apenas carnes nobres, o prato é tradicionalmente um cozido de feijão
com carne de porco, que acompanha arroz, farofa de mandioca, couve, fatias de
laranja e pimenta.
Ela é servida em geral às quartas
e sábados nos restaurantes do país, mas cada família tem sua receita,
desenvolvida a partir de sabores e saberes africanos, como lembra do chefe
Marcelo Reis. “São receitas que não só alimentam os Orixás mas também minha
essência. É todo um receituário que faz do comer uma ancestralidade que vem do
meu povo, que foi escravizado.”
Assim, a resistência negra se faz presente diariamente na mesa dos brasileiros, como um símbolo de luta por justiça social e como marca da formação da cultura brasileira.
Texto extraído de: https://www.brasildefato.com.br/podcast/alimento-e-saude/2021/11/16/resistencia-negra-ingredientes-tipicos-de-africa-se-tornam-base-da-culinaria-brasileira/
Fonte Imagem: https://www.brasildefato.com.br/podcast/alimento-e-saude/2021/11/16/resistencia-negra-ingredientes-tipicos-de-africa-se-tornam-base-da-culinaria-brasileira/



















