No mês de janeiro, Guardas de
Congo e grupos de Folia de Reis são recebidos com festa em Ouro Preto pela
Guarda de Congo de Nossa Senhora do Rosário e Santa Efigênia do Alto da Cruz. É
dia de Alvorada. Acordar antes do sol, vestir com calma a roupa branca, os
adornos cheios de cores. Aos primeiros raios de luz, os tambores começam a
surgir pelas ruas silenciosas. As sanfonas da folia animam os encontros e as
conversas, o tocador afinando o instrumento com certa dificuldade por causa do
orvalho que ainda cai sobre couro. Logo depois, uma explosão de tambores,
cantos, sons e emoções. Bem vindos à festa do Reinado de Santa Efigênia e Nossa
Senhora do Rosário.
Conheçam seus personagens, ouçam seus cantos e o som de
seus tambores, sintam o cheiro da dança no ar, afinal, hoje é dia de festa.
Bate tambor, hoje é dia de alegria!
Documentário sobre o Congado em Ouro Preto,
Minas Gerais.
Produzido com apoio da Lei Aldir Blanc / Secretaria de Cultura do
Estado de Minas Gerais.
Retrata a tradição de congadas -
cultura popular imaterial de Patos de Minas e região. Os grupos de Congado e
Moçambique são guardiões das danças, cantos e ritos que dão força e
expressividade a esta bela tradição popular. Um salve à cultura brasileira!
O filme foi realizado pelos
pesquisadores Sérgio Bairon (Líder do CEDIPP - Centro de Comunicação Digital e
Pesquisa Partilhada - ECA - USP - BR e Pesquisador do Diversitas/USP) e José da
Silva Ribeiro (Coordenador do Laboratório de Antropologia Visual da
Universidade Aberta - PT) em parceria com as comunidades de Jequitibá e
arredores.
Faz parte das pesquisas Coroação de Reis Congo e Inter-culturalidade
Afro-atlântica.
Diogo Cão chegou à foz do Rio Zaire em 1483 e contatou pela
primeira vez o Mani Soyo, chefe da localidade na qual aportara, entre as mais
poderosas e com a mais sólida e respeitada linhagem de chefes, o Congo era um
reino relativamente sólido e estruturado. Formado por grupos bantos abrangia
grande extensão da África Centro-Ocidental e compunha-se de diversas províncias.
Algumas destas províncias, como as de Soyo, Mbata, Wandu e Nkusu, eram
administradas por membros de linhagens enraizadas na região que detinham os
cargos de chefia há muitas gerações. Outras províncias eram administradas por
chefes escolhidos pelo rei dentre a nobreza que o cercava na capital. A unidade
do reino era mantida a partir do controle exercido pelo rei, cercado por
linhagens nobres que teciam alianças principalmente por meio do casamento, mas
era também fortalecida pelas relações comerciais e políticas entre as diversas
regiões.
A formação do reino parece datar do final do século XIV, a partir da
expansão de um núcleo localizado a noroeste de Mbanza Congo, que se tornou sua
capital. Os mitos de origem registrados no século XVII referem-se à conquista
do território por um grupo de estrangeiros, chefiados por Nimi e Lukeni, que
teria subjugado as aldeias da região do Congo e imposto a sua soberania pela
superioridade de sua força de guerra. A divisão fundamental na sociedade
congolesa era entre as cidades -- Mbanza -- e as aldeias -- Lubata. Do final do
século XV a meados do século XVII, o Congo se manteve um reino relativamente
coeso, no qual o Mani Congo exercia um domínio significativo sobre as
diferentes províncias que controlava da capital. (ver Souza, Marina de Mello e.
Reis negros no Brasil escravista - história da festa de coroação de rei
congo.Belo Horizonte, Ed. UFMG, 2001.
Ao escolher Reis ou Capitães constitui
uma das formas encontradas pelos africanos escravizados de recriarem a organização
comunitária, laços sociais, formas culturais na sociedade escravagista. Ao
elegerem Reis e Rainhas e festejarem os santos de sua devoção com danças,
cantos, histórias e mitos evocam o seu passado africano, reafirmam a comunidade
de construíam na sociedade escravagista, recriam formas sincréticas de culto,
criavam uma sociedade mestiça com a participação cada vez maior de mestiços,
negros e brancos nas festas.
Em Ouro Preto as tradições das
Guardas de Congo e Moçambique revelam um universo singular. Os cantos que hoje
ecoam pelas ladeiras ouropretanas mostram a força e vitalidade da herança
africana em nosso meio, sua ressignificação diante de um intenso processo de
apagamento. As fitas coloridas das vestimentas bailam ao vento no rodopio do
corpo que celebra e se faz ele próprio divino porque humano. Santa Efigênia, a
santa negra, é louvada nessa tradição que revela outros camadas da história. É
preciso olhar atentamente, sentir o tambor, ouvir o canto.... pedir licença
para entrar num mundo dinâmico, ao mesmo tempo único.
Em uma ação inédita, o
Rodeador Cultural, em parceria com o Laboratório de Línguas (Lablin) e o Centro
de Línguas e Cultura (CLIC) do Instituto de Ciências Humanas e Sociais da
Universidade Federal de Ouro Preto, legendou o conteúdo em inglês de forma a
ampliar a divulgação e conhecimento das manifestações culturais, linguísticas e
religiosas da região dos Inconfidentes.
O contéudo foi legendado pela mestranda
do Programa de Pós-Graduação em Letras da UFOP Gabriela Pinheiro.
"Ô dá
licença que eu quero chegar, quero saravá, Salve Maria!"
Ficha técnica
Roteiro e produção: Lindoberg Campos
Assistente de produção: Clara Oliveira
Legendas: Gabriela Pinheiro
Realização: LALIN/UFOP Apoio: Cátedra Carlo Maria
Martini/PUC-Rio
Uma encenação que traz para as
ruas aspectos da relação do homem com o mar. Dança e luta passadas de geração
em geração nessa manifestação que recebe o incentivo do Governo Estado para
seguir mostrando a riqueza da nossa Cultura Popular.
O Norte de Minas Gerais possui população formada pela mistura das três
etnias que deram origem ao país: os índios, os africanos e os portugueses. Há
na região, até hoje, comunidades quilombolas e tribos indígenas que lutam para
viver segundo suas tradições. Todo mês de Agosto podemos festejar essa mistura
de povo genuinamente brasileiro através dos Ternos de Congado durante a
tradicional festa folclore da cidade. Os Catopês, os Marujos e os Caboclinhos
são Patrimônio Imaterial da Cultura Norte Mineira. E Montes Claros é uma das
poucas cidades que possui a representação das três etnias conjuntamente.
O Encontro dos Grupos Folclóricos
de Pirapora é um evento virtual produzido pelo Grupo Zabelê, com a participação
dos grupos folclóricos de Pirapora: Grupo de São Gonçalo de Seo Arquileu e
Grupo Santa Cruz.
A live, gravada na Igreja Matriz de São Sebastião e na
EMUTUR, será a culminância de um trabalho artístico e cultural que mobilizou
mais de 120 artistas e trabalhadores da cultura ao longo do ano de 2022.
Assista a live no Canal do Grupo (youtube) e prestigie a cultura barranqueira.
A live é um Encontro de Grupos Folclóricos de Pirapora e faz parte do Projeto
aprovado pela Cia Zabelê em Edital da Secretaria Estadual de Cultura e Turismo
de Minas Gerais – SECULT. O Projeto foi financiado com recursos da Lei Aldir
Blanc.
O Grupo Zabelê, que é um Ponto de Cultura, teve o apoio governamental
para estruturar as atividades culturais no ano de 2021 e, por meio desse apoio,
pode realizar microprojetos culturais, beneficiando artistas de diferentes
áreas, como bordados, artes e ofícios, capoeira, cultura afro-brasileira e as
danças. A instituição também produziu um Mapa da Cultura Popular, onde estão
disponíveis informações sobre as manifestações culturais barranqueiras, e o
website oficial do Ponto de Cultura, onde está registrado o histórico e o
repertório do Grupo criado na década de 70.