segunda-feira, 9 de dezembro de 2024
Álbum Baile do Menino Deus - Antônio Madureira
1 - Romã Romã (Antônio Madureira/Ronaldo Correia de Brito/Francisco Assis Lima) - Interpretes: Geraldo Maia
2 - José e Maria (Antônio Madureira/Ronaldo Correia de Brito/Francisco Assis Lima) Interpretes: Mirinha
3 - Cantiga Para Acalentar o Menino (Antônio Madureira/Ronaldo Correia de Brito/Francisco Assis Lima) - Interpretes: Mirinha
4 - Santos Reis do Oriente (Antônio Madureira/Ronaldo Correia de Brito/Francisco Assis Lima) Interpretes: Geraldo Maia
5 - Ciganinha (Antônio Madureira/Ronaldo Correia de Brito/Francisco Assis Lima) Interpretes: Luciana Deschamps
6 - Boi (Peça de Reisado do Cariri Cearense) (Tradicional) Interpretes: Geraldo Maia
7 - Anjo Bom (Antônio Madureira/Ronaldo Correia de Brito/Francisco Assis Lima) Interpretes: Luciana Deschamps
8 - Burrinha (Tradicional) - Interpretes: Geraldo Maia
9 - Beija-flor e Borboleta (Antônio Madureira/Ronaldo Correia de Brito/Francisco Assis Lima) Interpretes: Mirinha
10 - Caboclinhos (Antônio Madureira/Ronaldo Correia de Brito/Francisco Assis Lima) Interpretes: Toni Veras
11 - Jaraguá (Tradicional) - Interpretes: Luciana Deschamps
12 - Baile do Menino Deus (Antônio Madureira/Ronaldo Correia de Brito/Francisco Assis Lima) Interpretes: Coro/Ronaldo Correia de Brito/Francisco Assis Lima)
terça-feira, 3 de dezembro de 2024
Viva Santos Reis - Um estudo etnográfico das Folias de Reis Brasileiras
Este livro mergulhou em uma das tradições folclóricas mais encantadoras e vibrantes do nosso país, apresentando uma visão abrangente das Folias de Reis, uma expressão artística e religiosa que cativa corações e forma pessoas na fé através da cultura popular há mais de um século. Este livro é um convite para uma viagem emocionante pelo sudeste brasileiro, explorando as diversas manifestações das Folias de Reis ao longo dos estados.
https://www.editorauana.com.br
segunda-feira, 16 de setembro de 2024
domingo, 15 de setembro de 2024
sábado, 14 de setembro de 2024
sexta-feira, 13 de setembro de 2024
terça-feira, 10 de setembro de 2024
domingo, 8 de setembro de 2024
quarta-feira, 21 de agosto de 2024
quarta-feira, 7 de agosto de 2024
terça-feira, 6 de agosto de 2024
quinta-feira, 1 de agosto de 2024
terça-feira, 23 de julho de 2024
Meu Tio, o Iauaretê (Guimarães Rosa, por Lima Duarte)
quinta-feira, 18 de julho de 2024
UMA IMAGEM, MIL PALAVRAS: Violas
Fonte Imagem: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjt-OBQBo1yQuiDnL6q7PZjTaddOioP5ppSw6RCQGPop7RXNcgSvLSR4qyPe2UtF4FgBZ4zmXtX5I0dOEnEx1Bw0-4XSF7705I_SLVF6_PzEkOPOmIGPtNXSv-UZG1oEmXKq7wiHv3tyVVI/s1600-h/Viola+Caipira+Plano+de+fundo
sexta-feira, 12 de julho de 2024
sexta-feira, 5 de julho de 2024
sexta-feira, 28 de junho de 2024
quarta-feira, 26 de junho de 2024
terça-feira, 25 de junho de 2024
segunda-feira, 24 de junho de 2024
domingo, 23 de junho de 2024
terça-feira, 23 de abril de 2024
sexta-feira, 23 de fevereiro de 2024
terça-feira, 13 de fevereiro de 2024
Almanaque do Carnaval
Em Salvador a festa de rua nos dias de carnaval ganhou proporções gigantescas. No Recife, o Galo da Madrugada atrai mais de um milhão e meio de pessoas. No Rio de Janeiro, o desfile no Sambódromo é televisionado para mais de 180 países. Nesse Almanaque do carnaval, o historiador André Diniz conta como isso tudo começou, conduzindo o leitor em uma viagem no tempo até chegar às grandes folias da atualidade. Além da história do carnaval, o livro apresenta a trajetória dos gêneros musicais identificados com a festa: o samba, a marchinha, o frevo e o axé. O leitor vai se deparar com canções, compositores e intérpretes que marcaram época e com os que ganham destaque na atualidade. São pequenas biografias, casos curiosos e informações sobre o contexto político, social e cultural de cada período. E o autor aborda fenômenos de mercado como Ivete Sangalo e o grupo É o Tchan, rompendo as barreiras impostas pela crítica tradicional. Há ainda mais de 120 imagens, indicações de livros e filmes e dicas de onde cair na folia em todo o Brasil.
sexta-feira, 26 de janeiro de 2024
Olavo Romano, o eterno contador dos Casos de Minas
Nesta semana fui arrebatado pela memória das coisas da terra e das pessoas. Este rio sempre navegou em mim, contudo inexplicavelmente de tempos em tempos ele transborda, invadindo as margens e inundando todo o sentimento...
Na ribeira deste rio, penso nas pessoas, aos meus que navegaram rio-abaixo e que um dia encontraremos em uma grande festa no ponto de encontro rio-mar...
É onde cultura, pessoas e lugares se encontram. Na parede da memória guardo um livro que acompanhou minha vida. Conhecido em menino, Minas e seus Casos de Olavo Romano me encantou, me deixou hipnotizado.
Alguns anos depois, num mundo onde a internet ainda não era nem sonho, até hoje não sei como, consegui o contato por telefone com uma livraria e finalmente adquiri outro livro fantástico: Casos de Minas, lançado pela editora Paz e Terra. A capa de uma velha casa de fazenda me transportava para minha casa. Fotografia impactante que também assombrou Drummond. Minas Gerais tem dessas coisas... Década mágica de 1980 que trazia nestes livros o cheiro de Minas.
Muitos anos depois, tive a honra de participar do Projeto Sempre um Papo em Juiz de Fora ao lado do Olavo Romano. Emoção grande para aquele rapaz que ainda garoto viajava nas capas daqueles livros. Com o Grupo Amalé, cantamos Ribeirão Encheu, uma Folia de Reis da região de Porteirinha, abrindo as porteiras, portas e janelas das pessoas de Minas. Honra minha de estar ao lado do Olavo e do Seu Antônio Macário, cantador e contador das coisas da vida...
Muitos anos se passaram e com espanto encontrei uma nova edição do Casos de Minas pela Paz e Terra. Mas faltava alguma coisa. A alma daquela casa velha não estava lá.
Agora, em Belo Horizonte neste mês de janeiro de 2024 não acreditei ao ver o relançamento do Casos de Minas, edição comemorativa de seus 40 anos (1982-2022), pois lá estava ela: a velha casa da fazenda servindo de abrigo para a nossa cultura tão desrespeitada e tão importante para nós. A companhia Caravana encarou a empreitada. Ao ver a velha casa fiquei estático e sorrindo, quieto. Era o reencontro de quem nunca realmente partiu... Mas nesta semana, juntamente com as chuvas de janeiro, este rio transbordou, me enchendo de lembranças e sentimentos. Como naquele impulso do garoto há quase quarenta anos atrás, hoje adquiri o livro pela internet. Um ciclo que se completa...
E num relance ao procurar pelo Olavo na internet, acabei de saber que ele se encantou há alguns meses. Não foi à toa a enchente deste rio. O barqueiro tem de suas sabedorias... Um filme de minha vida passou neste momento. Quem vive as coisas da terra se depara com estes acontecimentos. Segue canoa e leva o querido Olavo para junto dos seus, contarem estes eternos Casos de Minas. No rastro desta canoa ficou só sentimento...
Frederico do Valle, Belo Hoirizonte, 26 de janeiro de 2024
quinta-feira, 25 de janeiro de 2024
🎧 TRAMAS MUSICAIS: Oração dos Matagais - Altay Veloso
Aqui dentro de mim tem um luar
Um amanhã que anseia por alvorecer
Creio que o segredo é cavalgar
No ventre da noite
Sem medo de me perder
E enquanto o meu coração pulsar
Enquanto em minhas veias o sangue correr
O que o suor e a lágrima puder lavar
Não morrerá sujo antes do amanhacer
🎧 TRAMAS MUSICAIS: Álbum Corpo a Corpo (1984)
UM GRANDE AMOR (Raimundo Fagner)
CORRA E OLHE O CÉU/NOTÍCIA (Beth Carvalho)
NADA MAIS (LATELY) (Gal Costa)
quarta-feira, 24 de janeiro de 2024
sexta-feira, 12 de janeiro de 2024
quarta-feira, 10 de janeiro de 2024
Histórias da Terra Mineira, de Carlos Góis
Era uma vez... Essa expressão tem
o poder de transportar qualquer leitor do seu mundo para outro, o proposto pela
história. O livro traz mais de 50 histórias.
No prefácio da primeira
edição (1913) o autor fala do sentido epistemológico da obra destinada a alunos
e professores do primeiro e do segundo graus de ensino, isto é, ideias de como
o autor percebe a disciplina, servindo de subsídios para a compreensão, análise
e reflexão por parte dos professores que se dedicam ao ensino da História e que
estão preocupados com os seus resultados. Diz textualmente:
O plano do presente
livrinho começou a formar-se em nosso espírito, quando nos capacitamos de que é
nosso dever ensinar as crianças, sob forma pitoresca de contos, a história
retrospectiva desta grande porção do Brasil que é Minas Gerais. [...] Um povo
só pode ter consciência de sua nacionalidade, quando se orgulha de seu passado
e suas tradições. [...] A literatura infantil de contos da carochinha, de
histórias do outro mundo, de abusões e fantasmagoria é tudo quanto pode haver
de mais nocivo ao espírito das crianças. Fazem-nas supersticiosas, medrosas e
pusilânimes. A literatura infantil tem o dever de ser sadia e forte, de ser
nacional, local e regional.
É interessante notar que Carlos Góis publicou esse livro 16 anos antes do surgimento da Escola dos Analises de Marc Bloch e Lucien Febvre, em 1929. Em seu tempo estava em moda no Brasil o ideal positivista de narração historiográfica, isto é, textos engessados, duros e sem sabor. Queriam chegar a uma verdade absoluta. Por isso uns autores viviam contestando os outros. Marc Bloch tentando responder a um jovem a indagação de para que serve a historia, assim termina a resposta. Falei ao jovem:
Posso até não saber de sua real serventia! Só sei, que a estudo por que ela me causa um imenso prazer, o prazer de conhecer, o prazer do saber.” E no outro dia lhe levei estas sábias palavras de São Bernardo de Claraval, Sobre o cantar dos cantares, Sermão 36, III. “Há quem busque o saber pelo saber: é uma torpe curiosidade. Há quem busque o saber para se exibir: é uma torpe vaidade. Há quem busque o saber para vendê-lo: é um torpe tráfico. Mas há quem busque o saber para edificar, e isto é caridade. E há quem busque o saber para se edificar, e isto é prudência.
O livro “Histórias da terra mineira” tem uma sequência fatual muito fiel à cronologia que vai desde as primeiras expedições até a independência do Brasil. É um dos primeiros a valorizar a resistência negra nos quilombos, como o “Mártir Isidoro”, a arte dos mulatos e os trabalhos arqueológicos e paleontológicos de Doutor Peter Lund em Lagoa Santa.
Fernão Dias Paes Lema, o governador das esmeraldas e Bartolomeu Bueno da Silva, o Anhanguera, são apresentados como homens estudados e preparados. Por isso não acreditaram nos mitos indígenas devoradores de homens brancos. Fernão Dias, da mesma forma que Ulisses, não acreditou na lenda de que Uiara habitante da lagoa do Vupabuçu atraia e devorava quem tentasse extrair as esmeraldas na Serra Resplandecente. Esse mito havia sido criado pelos índios para proteger a natureza no interior de seu habitat. Os índios de Goiás achavam que Anhanguera tinha poderes sobrenaturais ao vê-lo atirando com espingarda. Por isso, com medo retiraram-se das minas de ouro deixando-as à disposição dos portugueses. Mário de Andrade, na novela “Macunaíma: o herói sem nenhum caráter”, no final, por sua ignorância, o personagem é atraído por Uiara e acaba sendo devorado por ela. Carlos Góis, sabendo que os mitos são criados como o tempo, com as funções de explicar e caracterizar as comunidades, desde o início do livro mostra a necessidade de apagar ou anular os mitos antigos e medievais; depois os mitos da cultural indígena e finalmente, os mitos que contribuíam com a idéia de superioridade dos europeus sobre os brasileiros. Surgem os heróis nacionais: Felipe dos Santos, resistindo ao despotismo dos colonizadores; fugas heróicas dos escravos e formação dos quilombos; os inconfidentes e as mulheres que os acompanharam; Aleijadinho, e outros artistas; Chico Rei e sua corte de resistência pacífica.
A
historiografia positivista exige do historiador imparcialidade absoluta baseada
em documentos oficiais. Carlos Góis se baseia em fatos reais narrados em forma
literária. É bela a forma como ele conta as histórias. Podemos dizer que
“História da Terra Mineira” tem dois sentidos estéticos. A alegria e o prazer
do narrador que quer passar ao leitor a mesma satisfação. Para tal contou com a
excelente participação do artista plástico F Borgeti que confere dramaticidade
aos fatos. O narrador fala da satisfação do povo do Arraial do Tijuco com a
proclamação da independência. Enquanto uns davam vivas à liberdade e à
independência outros faziam uma fogueira e queimavam o livro da capa verde,
estatuto da cruel ditadura colonial, visualizado pelo expressivo desenho de
Borgeti.
Texto extraído de: http://meuslivrosdeliteraturaehistoria.blogspot.com/2018/05/historia-da-terra-mineira-de-carlos-gois.html
60 anos de Danças Dramáticas do Brasil, de Mário de Andrade (2019)
Palestra de Cacá Machado focaliza o livro pioneiro de Mário de Andrade
Manifestações estudadas por Mário continuam presentes na cultura popular brasileira
Em 2019, completam-se 60 anos da publicação do livro Danças Dramáticas do Brasil, de Mário de Andrade, organizado por Oneyda Alvarenga, que reúne os estudos do escritor sobre as danças dramáticas brasileiras, integrantes da cultura popular do país. Para discutir o tema, a Casa Mário de Andrade oferece uma palestra no dia 9 de fevereiro, com o reconhecido compositor e pesquisador Cacá Machado, professor da UNICAMP.
O livro é estruturado em três volumes. No primeiro, há uma explicação sobre o que são as danças dramáticas e como seus temas são majoritariamente de caráter religioso: “(...) O assunto de cada bailado é conjuntamente profano e religioso, nisso de representar ao mesmo tempo um fator prático, imediatamente condicionado a uma transfiguração religiosa.”. Outro tema tratado é a Chegança, antiga dança dramática, cujos movimentos relembram as disputas entre cristãos e mouros no início na monarquia portuguesa.
O maracatu surge provavelmente entre os séculos XVII e XVIII, onde hoje é o Estado de Pernambuco, sendo resultado do contato entre culturas ameríndias, africanas e europeias. Os maracatus pernambucanos representam o que foram os Congos e Congadas coloniais, tendo como característica seu modo de dançar.
Por último, no terceiro tomo, o autor disserta sobre o Bumba-Meu-Boi e o Moçambique.
O Bumba-Meu-Boi é uma das festas folclóricas mais tradicionais do Brasil e acredita-se que o festejo teve origem no Nordeste no século XVII, durante o Ciclo do Gado, quando o boi tinha grande importância econômica no país. Nessa encenação, semelhante a um auto, misturam-se danças, músicas e teatro. Desde 2011, a manifestação é considerada Patrimônio Cultural do Brasil pelo IPHAN, Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional.
Já o Moçambique estrutura-se como uma dança dramática semelhante ao maracatu, sendo um cortejo que, em determinadas épocas do ano, vagueia pelas ruas parando para dançar na frente das casas. A dança consiste em duas fileiras compostas por pessoas vestidas de branco e com chapéus que levam fitas ou medalhas de santos, além dos bastões nas mãos e os paiás – chocalhos amarrados nas pernas. As vestimentas podem trazer referências sobre Nossa Senhora do Rosário, São Benedito e Santa Efigênia. A dança é executada ao som de instrumentos, tais como: caixa, viola, sanfona, violão e cavaquinho. Junto aos músicos, ficam o rei e a rainha do Moçambique que conduzem a bandeira do grupo.
É importante destacar que as manifestações estudadas por Mário de Andrade ainda estão presentes na cultura popular brasileira e, atualmente, algumas delas constituem festas tradicionais de várias regiões do Brasil.
Texto extraído de: https://www.casamariodeandrade.org.br/noticia-60-anos-de-danas-dramticas-do-brasil






































