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terça-feira, 12 de julho de 2022

Viagem pelas ilustrações de Chapadão do Bugre

1965 - José Olympio Editora

 

1973 - José Olympio Editora

1982 - José Olympio Editora

2000 - Ediouro

2006 - José Oympio Editora



2019 - Editora Autêntica




Viagem pelas ilustrações de Vila dos Confins

1973 - José Olympio Editora


1983 - Editora Abril


1997 - Ediouro


2010 - José Olympio Editora



2019 - Editora Autêntica


 

sábado, 9 de julho de 2022

Chapadão do Bugre - Mário Palmério

 

Obra-prima do regionalismo, Chapadão do bugre é um livro inspirado na chacina política, ocorrida no início do século 19, numa pequena cidade do interior de Minas Gerais, e descreve uma paisagem marcada pela violência de disputas, vinganças e paixões. Trata-se de um clássico testemunho da vasta experiência que o autor acumulou em suas andanças pelo Brasil afora, quando conviveu com coronéis e jagunços, tão vivamente retratados em suas narrativas. Publicado em 1965, o romance, sempre aclamado pela crítica – "uma força estranha e impiedosa" – é reconhecido como um dos grandes momentos da literatura brasileira de todos os tempos. Na obra de Palmério, “a inocência não merece compaixão”, segundo o professor André A. da Fonseca, especialista no universo ficcional do escritor.




Vila dos Confins - Mário Palmério

 

Para o renomado ensaísta Wilson Martins, "são raríssimos os livros dos quais um crítico consciente possa dizer, sem hesitação e sem reservas: é uma obra-prima, autêntica e indiscutível". É esse o caso de Vila dos Confins, romance de estreia de Mário Palmério. Escrito em 1956, a ficção guarda uma atualidade impressionante no desenho que fez dos processos eleitorais da República Velha (1889-1930), abordando questões como a compra de votos, fraudes e a eterna violência nas relações sociais do país. Personagens saborosos contam a história dentro da história – do mascate frágil ao padre alemão caçador de onças pretas, tudo narrado numa linguagem excepcional, resultando do ouvido apurado do autor pelas andanças no interior do Brasil. Para Rachel de Queiroz, "a primeira qualidade que me impressionou no escritor foi este cheiro de terra, tão verdadeiro". Segundo a historiadora Mary Del Priore, a obra "nos faz ver o som dos duelos, a espessura do medo e a cegueira política, romance absolutamente clássico, do melhor que já se fez em nossa literatura".