Em sintonia com a atual e merecida valorização do choro, a Zahar lança o Almanaque do choro, um guia completo sobre o gênero musical que Heitor Villa-Lobos afirmava ser a alma musical do povo brasileiro. É uma introdução ao universo do choro, desde sua origem e passando pelos quase 150 anos de história, em uma linguagem clara mesmo para quem desconhece música. Além de apresentar os principais músicos, compositores e instrumentos do gênero, esse livro traz: pequena cronologia do choro; cerca de 80 fotografias e ilustrações; depoimentos de músicos; como adquirir CDs e livros sobre o gênero; dicas de onde se pode ouvir choro em todo o Brasil.
sexta-feira, 22 de julho de 2022
Almanaque do choro: A história do chorinho, o que ouvir, o que ler, onde curtir
Almanaque do samba
Moda Inviolada
A Catira
A Catira, também chamada de Cateretê, é uma dança coletiva e popular do folclore brasileiro.
Essa expressão é típica da região sudeste, entretanto, foi aos poucos se espalhando e ganhando adeptos em outros locais.
Hoje podemos ver essa dança em quase todas as regiões do Brasil, com destaque para o sudeste e o centro-oeste.
Note que essa manifestação cultural é mais encontrada nas cidades interioranas e, portanto, faz parte da cultura sertaneja.
Até os dias de hoje, é comum observar grupos de Catira formados exclusivamente por homens, os quais são chamados de catireiros.
Origem da Catira
A origem da Catira é múltipla, ou seja, ela reúne traços europeus, indígenas e africanos. A verdade é que desde o período colonial já temos essa dança como manifestação cultural.
Para alguns, ela está associada às atividades dos tropeiros, o que explica sua característica mais marcante, a qual reúne somente homens.
Estudiosos apontam que como eles faziam o transporte de gado entre os locais, provavelmente, a dança tenha surgido nos momentos de descanso e descontração do grupo.
Como se Dança Catira?
Essa dança folclórica é marcada pela batida dos pés e das mãos movimentadas pelo ritmo da música, que por sua vez, é produzida pela viola caipira. Por esse motivo, a moda de viola é o ritmo mais empregado.
Na dança, duas fileiras são formadas pelos integrantes, que se movimentam de frente um para o outro. Dessa maneira, as batidas dos pés e das mãos são intercaladas por pulos.
Ela é formada geralmente por dois violeiros e um grupo de, no máximo, dez integrantes. Mas, devemos observar que isso pode variar dependendo do local onde ela ocorre.
Os violeiros podem estar frente a frente, ou ainda, virados para os demais dançarinos. São eles os responsáveis por iniciar a música, momento chamado de rasqueado.
Logo, os dançarinos fazem o movimento denominado escova, onde há uma rápida batida das mãos e dos pés, acompanhado por seis pulos.
Ao longo da música destacam-se dois movimentos: serra acima e serra abaixo. No primeiro, os dançarinos rodam uns atrás dos outros e da esquerda para a direita, alternando a batida dos pés e das mãos.
No segundo, e após realizada a volta completa, eles viram e voltam para trás (da direita para esquerda) com as batidas alternadas dos pés e das mãos.
No recortado, as fileiras e os dançarinos trocam de lugar. Por fim, temos o levante, onde todos cantam a melodia em coro.
Vestimenta na Catira
Os integrantes do grupo de Catira possuem uma vestimenta específica. Eles usam camisas, calças, chapéus e botinas.
Esse último adereço talvez seja o mais importante, uma vez que fazem o som de batida, que se junta com as melodias.
Além disso, o lenço é muito comum, sendo que alguns usam no pescoço, outros, na cintura.
Atualmente, já é possível encontrar mulheres que fazem parte do grupo de catireiros, e mesmo assim, a vestimenta é igual.
Texto extraído de: https://www.todamateria.com.br/catira/





