Em Salvador a festa de rua nos dias de carnaval ganhou proporções gigantescas. No Recife, o Galo da Madrugada atrai mais de um milhão e meio de pessoas. No Rio de Janeiro, o desfile no Sambódromo é televisionado para mais de 180 países. Nesse Almanaque do carnaval, o historiador André Diniz conta como isso tudo começou, conduzindo o leitor em uma viagem no tempo até chegar às grandes folias da atualidade. Além da história do carnaval, o livro apresenta a trajetória dos gêneros musicais identificados com a festa: o samba, a marchinha, o frevo e o axé. O leitor vai se deparar com canções, compositores e intérpretes que marcaram época e com os que ganham destaque na atualidade. São pequenas biografias, casos curiosos e informações sobre o contexto político, social e cultural de cada período. E o autor aborda fenômenos de mercado como Ivete Sangalo e o grupo É o Tchan, rompendo as barreiras impostas pela crítica tradicional. Há ainda mais de 120 imagens, indicações de livros e filmes e dicas de onde cair na folia em todo o Brasil.
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terça-feira, 13 de fevereiro de 2024
quarta-feira, 29 de junho de 2022
Santo Antônio, São João e São Pedro - histórias dos santos juninos
Junho é mês de quentão, quadrilha e de celebrar Santo Antônio, São João e São Pedro. Conheça a história de cada um.
Festa Junina: origem e tradição
Comemorar o mês
de junho é um hábito antigo em várias partes do mundo. Antes do nascimento de
Jesus, os povos pagãos do Hemisfério Norte celebravam o solstício de verão, o
dia mais longo e a noite mais curta do ano, que, lá, acontece em junho. As
festas ocorriam para pedir aos deuses a fertilidade da terra e garantir boas
colheitas nos meses seguintes. Com o avanço do Cristianismo, a Igreja
incorporou a tradição e, no século VI, os ritos da festa do dia do solstício,
em 21 de junho, passaram para o dia do nascimento de São João Batista, em 24 de
junho. Mais tarde, no século 13, foram incluídas no calendário litúrgico as
datas comemorativas de Santo Antônio (dia 13) e São Pedro (dia 29). É por isso
que esses três santos são os padroeiros das festas juninas!
Santo Antônio, o casamenteiro
Nasceu em Lisboa,
em 1195, e foi batizado com o nome de Fernando de Bulhões. Em 1220 trocou o nome
para Antônio, ingressando na Ordem Franciscana. Padroeiro dos pobres e
considerado o santo casamenteiro, também é invocado para achar objetos
perdidos.
Fernando seguiu para o atual Marrocos para desenvolver trabalho missionário, mas sua saúde não se adaptou ao clima africano. Doente, voltou à Europa, dessa vez na Itália, e se curou. Nesse período, demonstrou grande talento para a oratória, além de grande conhecimento da Bíblia. Seus sermões impressionavam tanto os intelectuais quanto as pessoas simples.
Seu carisma conquistava multidões, mas sua saúde, porém, continuava frágil e ele morreu em 13 de junho de 1231, sendo canonizado no ano seguinte. Santo Antônio está enterrado em Pádua, na Itália, e sobre seu túmulo foi construída uma basílica, que é lugar de grande peregrinação.
O pão de Santo Antônio, que a Igreja Católica oferece no dia 13 de junho, deve ficar guardado com os outros mantimentos na cozinha para que nunca falte comida em casa.
São João Batista, protetor dos doentes
Mais
conhecido como São João apenas, ele tem um diferencial dos outros: enquanto
comemora-se no dia de sua morte, com ele a data é de seu nascimento, que teria
sido em 24 de junho de ano desconhecido.
João Batista foi profeta e precursor de Jesus Cristo. Era filho de Zacarias, um sacerdote de Jerusalém, e de Isabel, parente da mãe de Jesus. Ele apareceu como pregador itinerante no ano de 27 d.C. e aqueles que confessavam seus pecados eram por ele lavados no rio Jordão, na cerimônia do batismo. Até o próprio Jesus foi batizado lá.
A região que São João usava para os batismos é tão importante que Israel e a Jordânia disputam a posse do local exato do rio até hoje, já que isso atrai uma imensa quantidade de peregrinos e turistas.
Em certa época, São João passou a ser perseguido e foi atirado na prisão por haver censurado o rei Herodes Antipas, quando este se casou com Herodíades, a mulher de seu meio-irmão. De acordo com a Bíblia, Herodes prometeu à jovem Salomé, filha de Herodíades, o que ela lhe pedisse, depois de ficar hipnotizado ao vê-la dançar. Instigada pela mãe, Salomé pediu a cabeça de João Batista, que lhe foi entregue numa bandeja. O triste episódio teria ocorrido em 29 d.C.
Diz a Bíblia que foi ele quem batizou Jesus. É o mais famoso dos três santos de junho, tanto que as festas juninas são conhecidas como festas joaninas ou festas de São João. É protetor dos casados e enfermos, protegendo contra dor de cabeça e de garganta.
São Pedro, dono da chuva
Nascido com o nome de
Simão, foi chamado de Cefas (pedra, em aramaico) por Jesus, por sua liderança.
É visto como o primeiro papa da Igreja, e, segundo a tradição católica, foi
nomeado chaveiro do céu. É atribuída a ele a responsabilidade de fazer chover e
mudar o clima.
São Pedro era um pescador no mar da Galiléia, casado. Irmão de Santo André, os dois foram chamados por Cristo para se tornarem “pescador de homens”. Seu nome original era Simão, mas Jesus deu-lhe o título de Kephas, que, em língua aramaica, significa “pedra”, e cujo equivalente grego tornou-se Pedro.
O nome surgiu quando Simão declarou “Tu és Cristo, o filho de
Deus vivo”, ao que Jesus respondeu “Tu és Pedro e sobre essa Pedra edificarei
minha Igreja”, entregando-lhe as “chaves do reino do Céu” e o poder de “ligar e
desligar”. Os evangelhos dão testemunho da posição de destaque ocupada por
Pedro entre os discípulos de Jesus. No entanto, mesmo assegurando que jamais
trairia Cristo, negou conhecê-lo por três vezes, quando seu mestre foi preso.
Após a ressurreição, Pedro foi o primeiro apóstolo a quem Cristo apareceu e,
depois disso, ele se tornou chefe da comunidade cristã.
Contam que Pedro teria sido crucificado em Roma e pesquisas arqueológicas têm contribuído para confirmar este fato, de que ele foi martirizado a mando de Nero. Dizem ainda que o santo pediu para ser crucificado de cabeça para baixo, para não igualar-se a Jesus e no local onde foi sepultado, ergueu-se a basílica do Vaticano, mas isso não foi confirmado pelos arqueólogos.
Texto extraído de: http://sintcopepetrolina.org.br/noticia/santo-antonio-sao-joao-e-sao-pedro-historias-dos-santos-juninos/1427
Fonte Imagem: http://sintcopepetrolina.org.br/noticia/santo-antonio-sao-joao-e-sao-pedro-historias-dos-santos-juninos/1427
sexta-feira, 24 de junho de 2022
As Festas do Ciclo Junino
As festas juninas são comemorações que acontecem no mês de junho no Brasil. Nela se comemoram três santos populares: Santo Antônio, São Pedro e São João.
A origem da festa junina é pagã, ou seja, é contrária à doutrina cristã, porque as festas que deram origem às festas juninas homenageavam os deuses da natureza e da fertilidade e pediam fartura nas safras, pois era nessa altura que começava o período da colheita de cereais.
Mas, como a igreja não conseguia acabar com a popularidade dessa festa - que surgiu há centenas de anos -, acabou aderindo a ela e atribui-lhe um caráter religioso.
Tradicionalmente, as festas juninas começam no dia 12 de junho, véspera do dia de Santo Antônio, e encerram no dia 29 de junho, dia de São Pedro. Já nos dias 23 e 24 é celebrado o dia de São João.
Origem da festa junina
A origem da festa junina é pagã e, assim, não tinha o caráter religioso que assumiu anos depois, e que continua até hoje.
Ainda antes da Idade Média, no hemisfério norte, as pessoas comemoravam a chegada do verão - no mês de junho - homenageando os deuses da natureza e da fertilidade, ao mesmo tempo em que pediam uma colheita farta.
Isso acontecia porque era a altura da colheita de cereais, tal como o milho - que hoje é o ingrediente mais comum nas comidas típicas de festa junina.
As fogueiras, um símbolo característico das festas juninas atualmente, também têm origem na festa pagã, porque era costume fazer fogueiras nas celebrações.
Como a igreja não conseguia acabar com a popularidade dessa festa pagã, acabou aderindo às festas juninas atribuindo-lhes um caráter religioso.
Quem trouxe a festa junina para o Brasil foram os portugueses, no período colonial. Em Portugal, a festa junina tinha o nome de Festa Joanina - possivelmente pelo fato de acontecer em junho ou talvez por causa de São João, que é o principal santo da comemoração - motivo pelo qual as festas juninas também são chamadas de Festa de São João.
Os três santos católicos - São João, Santo Antônio e São Pedro - foram escolhidos para serem comemorados na festa junina porque eram os santos mais populares do mês de junho.
São João teria nascido em 24 de junho e é muito popular entre os portugueses, que tiveram muitos reis com esse nome, os quais construíam capelas em homenagem ao santo.
São Pedro, martirizado em 29 de junho, é considerado o primeiro Papa da igreja. Santo Antônio, por sua vez, que morreu no dia 13 de junho, nasceu em Lisboa.
Desde que as festas juninas foram trazidas pelos portugueses, a comemoração sofreu influências das culturas africanas e indígenas e, por isso, ela possui características peculiares em cada parte do Brasil.
Características das festas juninas
Muitas tradições que acompanham essa comemoração representam os principais símbolos das festas juninas que incluem: as comidas, as danças típicas, os balões, a fogueira, as brincadeiras e as roupas.
1. Comidas de festa junina
Os principais pratos típicos de festa junina são: pipoca, paçoca, pé de moleque, canjica, cachorro-quente, pamonha, curau, bolo de milho, arroz-doce, pinhão, cuscuz e tapioca.
Já as bebidas mais tradicionais são: vinho quente e quentão.
Todos esses elementos ajudam a compor o ambiente da festa, chamado de arraial. Ali é onde ficam as barraquinhas de comidas e bebidas típicas decoradas com bandeirolas juninas.
2. Danças típicas da festa junina
Nas festas juninas ouve-se e dança-se forró. A quadrilha junina é, todavia, a dança típica da festa. Ela tem origem nas danças de salão na França e consiste numa bailada de casais caracterizados com vestimenta tipicamente caipira.Uma coreografia chamada de casamento caipira é feita em homenagem a Santo Antônio, o santo casamenteiro.
3. Balões e fogueira na festa junina
Os balões são tradicionais, embora atualmente existam restrições por questões de segurança, pois o balões podem causar queimadas em áreas de vegetação coincidindo com o período de estiagem de chuvas. Tradicionalmente, a soltura de balões indica o início das comemorações.
A fogueira também faz parte do cenário da festa. De origem pagã, ela simboliza a proteção contra os maus espíritos.
A tradição foi mantida pelos católicos, que dedicaram uma forma de fogueira diferente para cada santo: a quadrada é de Santo Antônio; a redonda de São João; e a triangular de São Pedro.
4. Brincadeiras de festa junina
Brincadeiras como a cadeia, pau de sebo, pescaria, correio-elegante, saltar a fogueira, argola, entre outros, não podem faltar. Estão incluídas também as simpatias - que acabam carregando um pouco do tom de divertimento.No dia 13 de junho as igrejas distribuem o “pãozinho de Santo Antônio”, o qual deve ser comido pelas mulheres que procuram marido.
5. Roupas de festa junina
As roupas tradicionais de festa junina são tipicamente caipiras, com vestimentas bem coloridas e de estampa xadrez.As mulheres usam vestidos coloridos e tranças no cabelo. Já os homens costumam usar camisa xadrez e chapéu de palha. Ambos usam maquiagem para imitar sardas (nas mulheres) e bigodes (nos homens).
A famosa festa de São João
São João nasceu teria nascido no dia 24 de junho e foi um dos santos mais próximos de Jesus Cristo, participando de seu batizado nas margens do Rio Jordão. Por isso, o Dia de São João é 24 de junho.
Os principais elementos da festa de São João
Os festejos da festa contam com pratos típicos da festa junina, brincadeiras e a quadrilha de São João, como dança tradicional. Porém, vale lembrar que isso pode mudar de região para região.Além disso, outros elementos importantes da festa são o mastro e a fogueira de São João.
O mastro de São João inclui a imagem deste santo popular, juntamente com mais três bandeiras ou fitas coloridas, representando os santos populares da festa: Santo Antônio, São Pedro e São João.
A fogueira de São João, outro elemento muito característico da festa, é acesa na noite do dia 23. Dentre muitas simpatias associada a ela, a que mais se destaca é saltar as brasas da fogueira no dia 24.
A festa de São João no Nordeste
No Brasil, a noite de São João mais famosa acontece na região nordeste do país, na cidade de Campina Grande, no estado da Paraíba. Esta é considerada a maior festa de São João do mundo.No entanto, outras cidades nordestinas se destacam: Caruaru, em Pernambuco; São Luís, no Maranhão; Mossoró, no Rio Grande do Norte; e Teresina, no Piauí.
Texto extraído de: https://www.todamateria.com.br/festas-juninas/
Fonte Imagem:
https://www.todamateria.com.br/festas-juninas/
https://www.agazeta.com.br/artigos/mais-um-sao-joao-de-fogueira-apagada-mas-a-festa-ha-de-se-reinventar-0621
https://www.lilianpacce.com.br/e-mais/pule-fogueira-apanhado-de-festas-juninas-de-sp/
https://memoria.ebc.com.br/cultura/2013/06/conheca-os-santos-das-festas-juninas
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