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terça-feira, 23 de julho de 2024

Meu Tio, o Iauaretê (Guimarães Rosa, por Lima Duarte)




Fonte Imagem: https://www.wwf.org.br/natureza_brasileira/areas_prioritarias/pantanal/nossas_solucoes_no_pantanal/protecao_de_especies_no_pantanal/onca_pintada/

terça-feira, 26 de julho de 2022

No box Corpo de Baile, as montanhas de Minas e as noites do sertão

  


Em 1956, dez anos após sua estreia na literatura, João Guimarães Rosa lançou a obra Corpo de Baile em 2 volumes com 7 novelas, que mais tarde iriam ser distribuídos em 3 volumes.

Agora, a Global Editora junta todo o conteúdo de Corpo de Baile em um box com arte exclusiva, além de todos os livros contarem com novo projeto gráfico, capas e textos de apoio por renomados especialistas.

A coletânea reúne os seguintes livros:


Manuelzão e Miguilim, composto por duas novelas: “Campo Geral” e “Uma Estória de Amor”. A primeira explora o mundo pelos olhos do menino Miguilim e seu cotidiano no seio de uma família sertaneja.


Já na segunda história, a prosa rosiana nos conduz às reflexões que brotam do coração sofrido do vaqueiro Manuelzão, cuja aflição tem início na festa que marca a inauguração de uma capela que ele constrói em memória de sua mãe.

No Urubuquaquá, No Pinhém, segundo livro que compõe o box, conta com a novela “O Recado do Morro”, onde o leitor acompanha a trajetória de cinco homens enquanto eles realizam uma travessia e vão encontrando pessoas que mudam a maneira como eles veem a si mesmos e o mundo.


Já no conto “Cara-de-Bronze”, o leitor vê um forasteiro chegar à fazendo de Urubuquaquá e pegar para si a missão de fazer um retrato do velho fazendeiro apelidado de Cara-de-Bronze, o que se prova ser uma tarefa mais difícil do que o esperado.

E, por fim, “A História de Lélio e Lina” mostra Lélio que, ansiando por uma mulher, aporta ao Pinhém. Nessa fazenda, é com dona Rosalina que Lélio estabelece uma sincera e profunda amizade, e acaba recebendo repostas a perguntas ainda não formuladas.

Por ultimo, o box fica completo com Noites do Sertão, que conta com duas novelas. Em “Dão-Lalalão, o leitor acompanha o redemoinho de sentimentos de Soropita, um homem rural que, em meio às suas aventuras na noite de sua cidade, acaba se apaixonando por Doralda, uma prostituta. Quando ele decide se casar com ela, desenrola-se um dilema na vida do personagem, que opta por se mudar de cidade.


Já a novela “Buriti” explora as relações que se estabelecem entre membros de uma mesma família que residem na fazenda “Buriti Bom“.


Estas Estórias nos traz a Yauaretê do sertão

 

 
Os originais dos contos que integram este livro foram localizados ainda em versões manuscritas e datiloscritas entre os pertences de Guimarães Rosa após seu falecimento. Publicado em 1969, Estas estórias traz oito narrativas longas, além da “entrevista-retrato” intitulada “Com o vaqueiro Mariano”.

Mantendo a excelência narrativa que marcou a escrita rosiana, os contos justificam sua publicação. Em “A estória do homem do Pinguelo”, temos a presença simultânea de dois narradores, um de personalidade culta e outro de perfil mais simples, com linguagem marcadamente popular.

No conto “Meu tio o Iauaretê, o narrador-protagonista é um homem do sertão que, ao caçar onças, acaba por se identificar com o universo animal mais do que poderíamos imaginar. A edição da Global traz ao fim um texto de Walnice Nogueira Galvão, crítica literária e especialista na obra de Guimarães Rosa, intitulado “O impossível retorno”.



 

Ave, Palavra chega em nova edição pela Global Editora

 

Ave, palavra, é um livro Póstumo do Guimarães Rosa publicado em 1970. A composição final do original seria concebida pelo amigo e escritor Paulo Rónai, que, ao lado dos textos indicados por Rosa para integrar o livro, acabaria adicionando outros que o ficcionista mineiro havia começado a rever.

O livro distingue-se dentro do amplo espectro da obra do autor por reunir textos de diferentes gêneros. 
Podem ser destacados três dos vários instantes extraordinários deste livro.
“Fita verde no cabelo (Nova Velha estória)” config
ura-se numa criativa evocação do célebre conto de fadas “Chapeuzinho Vermelho”.

Os poemas que integram o livro, por sua vez, indiciam que, apesar de ter se dedicado com inconstante frequência a criar versos ao longo de sua vida, foram certeiras as ocasiões em que Rosa se rendeu à arte poética.

Cabe ainda destacar em Ave, palavra a declaração repleta de amor ao seu Estado natal, estampada no sublime texto “Minas Gerais”.

A foto de capa é de Araquém Alcântara. A edição da Global Editora traz ao fim um texto de Fernanda Maria Abreu Coutinho, professora associada de Literatura da Universidade Federal do Ceará, intitulado “‘Fita verde no cabelo’: a perenidade do era uma vez”.



Tutameia - Terceiras Estórias, de João Guimarães Rosa

Tutameia – Terceiras Estórias, publicado em Julho de 1967, reune quarenta estórias curtas e traz um aspecto peculiar: uma obstinada preocupação do escritor com o modo de apresentar suas estórias aos leitores.



Tal desejo de Rosa pode ser visto, num primeiro momento, pelo modo como a configuração da duplicidade ficção/metaficção encontra-se registrada no próprio aspecto gráfico do texto, em que se diferenciam os caracteres redondos dos itálicos.

Os primeiros são utilizados nos quarenta contos, ou seja, nos textos ficcionais propriamente ditos. O segundo estilo é adotado nos prefácios, epígrafes, citações.

Em Tutameia, são tecidas por Rosa insuperáveis tramas de matéria variada. Dentre a miríade de temas e assuntos tocados pelo escritor neste livro, podemos citar o amor (presente em “A vela ao diabo” e “Desenredo”), a vida dos ciganos (o caso dos contos “Faraó e a água do rio”, “O outro ou o outro” e “Zingarêsca”) e, como não poderia deixar de narrar, o cotidiano de figuras típicas do mundo sertanejo, elemento constitutivo das narrativas “Hiato”“Sota e barla” e “Vida ensinada”.

Além dos essenciais textos introdutórios de Paulo Rónai, grande conhecedor da obra rosiana, esta edição da Global Editora traz ao fim um estudo do crítico literário Gilberto Mendonça Teles intitulado “O pequeno ‘sertão’ de Tutameia, publicado originalmente na revista Navegações, v. 2, n. 2, em julho-dezembro de 2009.

A Global também apresenta ao leitor o projeto de Victor Burton , que desenvolveu a capa a partir da fotografia de Araquém Alcântara, fotógrafo especializado em registrar as paisagens brasileiras.
 

Campo Geral - Guimarães Rosa

  

A infância é o tempo de descobertas. É a fase da vida em que o ser humano recebe e retribui os sentimentos à sua volta com maior vigor e integridade. Com Miguilim, menino que protagoniza esta novela de João Guimarães Rosa, não é diferente. Contudo, a visão de mundo repleta de sensibilidade que vinca a personalidade da criança transforma o conjunto de situações que ela experimenta num redemoinho sem precedentes de sensações. Neste livro, tem-se o privilégio de captar o âmago da vida no sertão através do olhar de uma criança, uma escolha que revela a grandeza literária de Guimarães Rosa.



Corpo de Baile - Volume 2 - Guimarães Rosa

  


Neste livro, encontram-se reunidos um conjunto de novelas rurais de Guimarães Rosa. Este livro é marcado por narrativas pontuadas com características do sertão brasileiro, como a dança e a música, e um cenário vasto que configura o mundo peculiar que permite aos personagens buscar seus próprios destinos.

"Mar ao redor, fim a fora, iam-se os Gerais, os Gerais do ô e do ão: mesas quebradas e mesas planas, das chapadas, onde há areia; para o verde sujo de más árvores, o grameal e o agreste - um capim rude, que boca de burro ou de boi não quer; e água e alegre relva arrozã, só no transvales das veredas, cada qual, que refletem, orlantes, o cheiroso sassafrás, a buritirana espinhosa, e os buritis, os ramilhetes dos buritizais, o buritizais, os buritis bebentes."




Corpo de Baile - Volume 1 - Guimarães Rosa

Neste livro, encontram-se reunidos um conjunto de novelas rurais de Guimarães Rosa. Este livro é marcado por narrativas pontuadas com características do sertão brasileiro, como a dança e a música, e um cenário vasto que configura o mundo peculiar que permite aos personagens buscar seus próprios destinos.



Três obras de João Guimarães Rosa para a cultura brasileira

 São três obras de Guimarães Rosa lançadas pela Global Editora. Um presente para os olhos e a alma...

SAGARANA
O livro que marcou a estreia de Guimarães Rosa na literatura brasileira.



Sagarana traz cenários e personagens típicos do interior do país, mais especificamente do sertão de Minas Gerais. Morros, riachos, jagunços, vaqueiros, bois e cavalos povoam as páginas das estórias magistralmente construídas por Guimarães Rosa, cuja habilidade para criar enredos e protagonistas diversos e repletos de detalhes encanta leitores até hoje e permanece influenciando gerações e gerações de escritores.

A linguagem inventiva de Sagarana é outro aspecto que distinguiria para sempre o autor no campo da literatura brasileira. Ao mesmo tempo em que incorpora fragmentos essenciais da oralidade sertaneja, pescando regionalismos e recuperando antigas expressões de linguagem do sertão, Rosa inova com a criação de neologismos cuidadosamente lapidados.

Dentre os nove contos que fazem parte do livro, destacam-se os célebres “A hora e vez de Augusto Matraga”, “Conversa de bois” e “O burrinho pedrês”. Em que pese as narrativas terem como espaço o ambiente sertanejo, o leitor perceberá que os dilemas apresentados por suas personagens ultrapassam naturalmente a dimensão local, refletindo dramas e vivências que se mostram universais.

Esta edição traz um texto de apresentação de autoria de Walnice Nogueira Galvão, professora emérita de Teoria Literária e Literatura Comparada da Universidade de São Paulo (USP) e grande especialista na obra rosiana, além de um texto de autoria de Antonio Candido publicado em O Jornal no ano de lançamento de Sagarana, no qual o eterno mestre da crítica literária brasileira saúda a estreia daquele que viria a ser um de nossos mais destacados escritores.

A capa foi concebida pelos designers gráficos Victor Burton e Anderson Junqueira e traz uma foto de autoria de Araquém Alcântara, um dos maiores fotógrafos de natureza do Brasil, tirada em 2012 no município de Jaíba, Minas Gerais.


MANUELZÃO E MIGUILIM




Reunindo duas narrativas que apresentam instantes extremos dos caminhos da existência humana, Manuelzão e Miguilim configura-se em um edifício de alta densidade literária, construído com a engenhosidade ímpar de João Guimarães Rosa.

Em “Campo Geral”, os leitores experimentam o mundo pelos olhos do menino Miguilim que, em seu cotidiano vivido no seio de uma família sertaneja, consegue, graças à sua curiosidade e inocência, enxergar — e espalhar — beleza nos lugares e situações que vivencia.

Em “Uma estória de amor”, a prosa rosiana nos conduz às reflexões que brotam do coração sofrido do vaqueiro Manuelzão por ocasião da festa que marca a inauguração de uma capela que ele constrói em memória de sua mãe. Na cabeceira de sua vida, Manuelzão sente ter chegado o momento de apropriar-se de sua história.

Esta nova edição traz, ao ao fim do livro, um texto da escritora Henriqueta Lisboa, no qual ela empreende uma análise precisa e delicada sobre os escritos de Guimarães Rosa, mais especificamente sobre a novela “Campo Geral”. Ademais, a cronologia completa da obra Rosiana.

A foto de capa é do fotógrafo Araquém de Alcântara, produzida em 2014, na Fazenda Jaíba, localizada na cidade de Montes Claros, no estado de Minas Gerais.

 
PRIMEIRAS ESTÓRIAS



Em Primeiras estórias, João Guimarães Rosa constrói narrativas curtas que tratam de matérias diversas da experiência humana, como a busca da felicidade, a necessidade do autoconhecimento e as maneiras de se conviver com a inevitável finitude da vida.

Composto por 21 contos, “As margens da alegria”, “Sorôco, sua mãe, sua filha”, “Famigerado” e “A terceira margem do rio” são alguns dos feitos sublimes desse escritor, que levou a artesania da palavra a patamares jamais experimentados na literatura de língua portuguesa. A capacidade de encantar desse livro está, dentre outros atributos, nas estórias tecidas com maestria e que se desenrolam em um território situado à margem da civilização moderna, compondo enredos que mesclam o real e a ficção, e que deixam largo espaço para os leitores darem asas à fantasia e, paradoxalmente, refletirem sobre seus destinos.

Esta edição traz um texto de Luiz Costa Lima, um dos principais teóricos da literatura do país, intitulado “O mundo em perspectiva: Guimarães Rosa”. A capa é de Victor Burton e Anderson Junqueira. E a foto é de Araquém de Alcântara (Casario abandonado), Formoso (MG), em 2014.



Texto extraído de: https://globaleditora.com.br/autores/biografia/?id=4436
Fonte Figuras: https://globaleditora.com.br/autores/biografia/?id=4436


 

quinta-feira, 14 de julho de 2022

Encantamento pra se olhar: pelas figuras e imagens do Grande Sertão de Guimarães Rosa (Parte 7 - Final)

 




Encantamento pra se olhar: pelas figuras e imagens de uma obra completa de Guimarães Rosa (Parte 6)

 





Encantamento pra se olhar: pelas figuras e imagens de Corpo de Baile - Guimarães Rosa (Parte 5)

 



Encantamento pra se olhar: pelas figuras e imagens de Corpo de Baile - Guimarães Rosa (Parte 4)

 




Encantamento pra se olhar: pelas figuras e imagens de Corpo de Baile - Guimarães Rosa (Parte 3)