terça-feira, 23 de julho de 2024
Meu Tio, o Iauaretê (Guimarães Rosa, por Lima Duarte)
terça-feira, 26 de julho de 2022
No box Corpo de Baile, as montanhas de Minas e as noites do sertão
Agora, a Global Editora junta todo o conteúdo de Corpo de Baile em um box com arte exclusiva, além de todos os livros contarem com novo projeto gráfico, capas e textos de apoio por renomados especialistas.
No Urubuquaquá, No Pinhém, segundo livro que compõe o box, conta com a novela “O Recado do Morro”, onde o leitor acompanha a trajetória de cinco homens enquanto eles realizam uma travessia e vão encontrando pessoas que mudam a maneira como eles veem a si mesmos e o mundo.
E, por fim, “A História de Lélio e Lina” mostra Lélio que, ansiando por uma mulher, aporta ao Pinhém. Nessa fazenda, é com dona Rosalina que Lélio estabelece uma sincera e profunda amizade, e acaba recebendo repostas a perguntas ainda não formuladas.
Por ultimo, o box fica completo com Noites do Sertão, que conta com duas novelas. Em “Dão-Lalalão, o leitor acompanha o redemoinho de sentimentos de Soropita, um homem rural que, em meio às suas aventuras na noite de sua cidade, acaba se apaixonando por Doralda, uma prostituta. Quando ele decide se casar com ela, desenrola-se um dilema na vida do personagem, que opta por se mudar de cidade.
Estas Estórias nos traz a Yauaretê do sertão
Ave, Palavra chega em nova edição pela Global Editora
O livro distingue-se dentro do amplo espectro da obra do autor por reunir textos de diferentes gêneros. Podem ser destacados três dos vários instantes extraordinários deste livro.
“Fita verde no cabelo (Nova Velha estória)” configura-se numa criativa evocação do célebre conto de fadas “Chapeuzinho Vermelho”.
Cabe ainda destacar em Ave, palavra a declaração repleta de amor ao seu Estado natal, estampada no sublime texto “Minas Gerais”.
A foto de capa é de Araquém Alcântara. A edição da Global Editora traz ao fim um texto de Fernanda Maria Abreu Coutinho, professora associada de Literatura da Universidade Federal do Ceará, intitulado “‘Fita verde no cabelo’: a perenidade do era uma vez”.
Tutameia - Terceiras Estórias, de João Guimarães Rosa
Tutameia – Terceiras Estórias, publicado em Julho de 1967, reune quarenta estórias curtas e traz um aspecto peculiar: uma obstinada preocupação do escritor com o modo de apresentar suas estórias aos leitores.
Em Tutameia, são tecidas por Rosa insuperáveis tramas de matéria variada. Dentre a miríade de temas e assuntos tocados pelo escritor neste livro, podemos citar o amor (presente em “A vela ao diabo” e “Desenredo”), a vida dos ciganos (o caso dos contos “Faraó e a água do rio”, “O outro ou o outro” e “Zingarêsca”) e, como não poderia deixar de narrar, o cotidiano de figuras típicas do mundo sertanejo, elemento constitutivo das narrativas “Hiato”, “Sota e barla” e “Vida ensinada”.
A Global também apresenta ao leitor o projeto de Victor Burton , que desenvolveu a capa a partir da fotografia de Araquém Alcântara, fotógrafo especializado em registrar as paisagens brasileiras.
Campo Geral - Guimarães Rosa
A infância é o tempo de descobertas. É a fase da vida em que o ser humano recebe e retribui os sentimentos à sua volta com maior vigor e integridade. Com Miguilim, menino que protagoniza esta novela de João Guimarães Rosa, não é diferente. Contudo, a visão de mundo repleta de sensibilidade que vinca a personalidade da criança transforma o conjunto de situações que ela experimenta num redemoinho sem precedentes de sensações. Neste livro, tem-se o privilégio de captar o âmago da vida no sertão através do olhar de uma criança, uma escolha que revela a grandeza literária de Guimarães Rosa.
Corpo de Baile - Volume 2 - Guimarães Rosa
"Mar ao redor, fim a fora, iam-se os Gerais, os Gerais do ô e do ão: mesas quebradas e mesas planas, das chapadas, onde há areia; para o verde sujo de más árvores, o grameal e o agreste - um capim rude, que boca de burro ou de boi não quer; e água e alegre relva arrozã, só no transvales das veredas, cada qual, que refletem, orlantes, o cheiroso sassafrás, a buritirana espinhosa, e os buritis, os ramilhetes dos buritizais, o buritizais, os buritis bebentes."
Corpo de Baile - Volume 1 - Guimarães Rosa
Neste livro, encontram-se reunidos um conjunto de novelas rurais de Guimarães Rosa. Este livro é marcado por narrativas pontuadas com características do sertão brasileiro, como a dança e a música, e um cenário vasto que configura o mundo peculiar que permite aos personagens buscar seus próprios destinos.
Três obras de João Guimarães Rosa para a cultura brasileira
São três obras de Guimarães Rosa lançadas pela Global Editora. Um presente para os olhos e a alma...
O livro que marcou a estreia de Guimarães Rosa na literatura brasileira.
A linguagem inventiva de Sagarana é outro aspecto que distinguiria para sempre o autor no campo da literatura brasileira. Ao mesmo tempo em que incorpora fragmentos essenciais da oralidade sertaneja, pescando regionalismos e recuperando antigas expressões de linguagem do sertão, Rosa inova com a criação de neologismos cuidadosamente lapidados.
Dentre os nove contos que fazem parte do livro, destacam-se os célebres “A hora e vez de Augusto Matraga”, “Conversa de bois” e “O burrinho pedrês”. Em que pese as narrativas terem como espaço o ambiente sertanejo, o leitor perceberá que os dilemas apresentados por suas personagens ultrapassam naturalmente a dimensão local, refletindo dramas e vivências que se mostram universais.
Esta edição traz um texto de apresentação de autoria de Walnice Nogueira Galvão, professora emérita de Teoria Literária e Literatura Comparada da Universidade de São Paulo (USP) e grande especialista na obra rosiana, além de um texto de autoria de Antonio Candido publicado em O Jornal no ano de lançamento de Sagarana, no qual o eterno mestre da crítica literária brasileira saúda a estreia daquele que viria a ser um de nossos mais destacados escritores.
A capa foi concebida pelos designers gráficos Victor Burton e Anderson Junqueira e traz uma foto de autoria de Araquém Alcântara, um dos maiores fotógrafos de natureza do Brasil, tirada em 2012 no município de Jaíba, Minas Gerais.
MANUELZÃO E MIGUILIM
Em “Campo Geral”, os leitores experimentam o mundo pelos olhos do menino Miguilim que, em seu cotidiano vivido no seio de uma família sertaneja, consegue, graças à sua curiosidade e inocência, enxergar — e espalhar — beleza nos lugares e situações que vivencia.
Em “Uma estória de amor”, a prosa rosiana nos conduz às reflexões que brotam do coração sofrido do vaqueiro Manuelzão por ocasião da festa que marca a inauguração de uma capela que ele constrói em memória de sua mãe. Na cabeceira de sua vida, Manuelzão sente ter chegado o momento de apropriar-se de sua história.
Esta nova edição traz, ao ao fim do livro, um texto da escritora Henriqueta Lisboa, no qual ela empreende uma análise precisa e delicada sobre os escritos de Guimarães Rosa, mais especificamente sobre a novela “Campo Geral”. Ademais, a cronologia completa da obra Rosiana.
A foto de capa é do fotógrafo Araquém de Alcântara, produzida em 2014, na Fazenda Jaíba, localizada na cidade de Montes Claros, no estado de Minas Gerais.
Composto por 21 contos, “As margens da alegria”, “Sorôco, sua mãe, sua filha”, “Famigerado” e “A terceira margem do rio” são alguns dos feitos sublimes desse escritor, que levou a artesania da palavra a patamares jamais experimentados na literatura de língua portuguesa. A capacidade de encantar desse livro está, dentre outros atributos, nas estórias tecidas com maestria e que se desenrolam em um território situado à margem da civilização moderna, compondo enredos que mesclam o real e a ficção, e que deixam largo espaço para os leitores darem asas à fantasia e, paradoxalmente, refletirem sobre seus destinos.
Esta edição traz um texto de Luiz Costa Lima, um dos principais teóricos da literatura do país, intitulado “O mundo em perspectiva: Guimarães Rosa”. A capa é de Victor Burton e Anderson Junqueira. E a foto é de Araquém de Alcântara (Casario abandonado), Formoso (MG), em 2014.



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