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domingo, 24 de dezembro de 2023

“Hoje é Dia de Santo Reis” – Os “Três Reis Magos” e a piedade luso-brasileira

 

A Folia de Reis, uma das festas mais conhecidas da cultura popular brasileira, tem origem portuguesa, e é encontrada especialmente no Sudeste e no Centro-Oeste do país como parte dos festejos natalinos, ou seja, no fim de um ano e no princípio do seguinte. A Folia de Reis ocorre principalmente em regiões campesinas com a participação da comunidade, por meio de danças, rezas e músicas. O presente artigo apresenta a festa da Folia de Reis, típica do catolicismo popular brasileiro, como sendo uma forma de recepção e interpretação visual e auditiva da perícope de Mateus 2, que narra a visita dos “magos do Oriente” (Mt 2.1) ao menino Jesus. A pesquisa em questão utilizou o método bibliográfico descritivo, baseada em teóricos especialistas na cultura popular brasileira, como exemplo, Carlos Rodrigues Brandão. Esta pesquisa trouxe como resultado, a ampliação do conhecimento acerca da força popular na preservação da cultura religiosa.

Para ler o texto na íntegra: https://seer.pucgoias.edu.br/index.php/fragmentos/article/view/8814/5709

segunda-feira, 15 de agosto de 2022

Trabalhos em pedra e ofício da cantaria na Zona da Mata mineira

 

Ponte da E. F. Dom Pedro II, construída sobre o Rio Paraibuna em Sobragi, município de Belmiro Braga, MG, entre 1873 e 1874

Trabalhos em pedra realizados na Zona da Mata Mineira com ênfase na cidade de Juiz de Fora seus diversos períodos de formação. Apresenta uma perspectiva histórica capaz de propiciar conhecimento de determinadas mudanças e/ou características que aparecem em obras realizadas com diferentes rochas e técnicas, em especial relacionadas ao ofício da cantaria.


 

 Trabalhos de cantaria na escada e varanda da sede da Fazenda Ribeirão das Rosas no município de Juiz de Fora, MG, 1751

 
Igreja Matriz de São José do Rio Preto na Vila de São José das Três Ilhas, município de Belmiro Braga, MG


Fonte Imagem: https://periodicos.ufmg.br/index.php/revistageonomos/article/view/11663

segunda-feira, 8 de agosto de 2022

Flores, cores e formas: o Brasil estampado de chita

 

No trabalho, a relação entre arte e cultura é examinada por intermédio da análise das apropriações da chita, um tecido que caracteriza a cultura brasileira na criação de visualidades de um livro destinado ao segmento infantil: “Uma festa de cores: Memórias de um tecido brasileiro”, de Anna Gobel e Ronaldo Fraga (2014). Da produção visual encontrada no livro, procuramos identificar como os elementos visuais comunicam aos seus leitores características de brasilidades, a partir da história e da apropriação do tecido na narrativa contada na obra.



A Chita - Uma Gravura na Cultura Brasileira

 

A chita, tecido símbolo da cultura popular, presentemente está no discurso da moda, sendo sem dúvida uma das maiores e primeiras xilogravuras feitas no Brasil. Sua história espelha um pouco a trajetória da alma brasileira. Tal como a gravura, a chita foi produzida no Brasil no momento que foi instalada a Imprensa Régia e o Collegio das Fábricas. Ontem, a chita se prestava à simples forração de colchões. Hoje, com suas releituras, fascina a todos, cobre quase tudo... ou quem quiser. Insere-se nos mais diversificados espaços sociais, sempre se ressignificando. Transformou-se na história ganhando status não convencional, induzida pela indústria cultural e meios de comunicação. Assim como a xilogravura, o desenho da chita expressa uma linguagem particular e ‘fala’ ao mundo da moda, enquanto escritura visual.

Para acessar o artigo na íntegra: http://anpap.org.br/anais/2015/simposios/s4/liana_chaves.pdf


A história da Chita, um tecido (quase) brasileiro

  

Chita de vestido de festa junina, chita de toalha de mesa ou chita de cortininha de pia. Flores, florzinhas, florzonas. Às vezes até xadrezinhos e poás. Todo brasileiro que se preze viu, tocou ou ao menos ouviu falar dessa tal de chita. Volta e meia, ela é coroada máxima expressão de brasilidade. Outras vezes, ela é só um tecido baratinho, de estampas descontroladas. Mas a verdade é que o tecido percorreu um longo caminho antes chegar ao Brasil. A história da chita inclui viagens marítimas, antepassados orientais e muitas, muitas cores.


Inventabilidade, tramas e fios: a formação de tecelãs mineiras

 

Este artigo é um recorte da tese de Doutorado defendida em 2015, intitulada: Fios, tramas, cores, repassos e inventabilidade: a formação de tecelãs em Resende Costa - MG. O objetivo principal da pesquisa foi o de analisar como ocorre o processo pedagógico da tecelagem manual desenvolvido entre as montanhas de Minas Gerais. Nesse local, a maioria das pessoas sobrevive da tecelagem manual, e a economia da cidade gira em torno da produção artesanal. Para analisar a complexidade dessas pedagogias, utilizamos o conhecimento produzido na América Latina, tendo como base a Educação Popular e os Estudos Feministas. A metodologia da investigação teve como base a pesquisa participante e a metodologia feminista, realizada por meio de entrevistas semiestruturadas, observação participante e diário de campo. A pesquisa empírica resultou em um vasto material: 126 páginas de entrevistas digitadas em espaço simples, 248 fotos, um caderno de anotações da observação participante, além de 32 páginas de repassos. Entre os resultados encontrados, constatou-se que o processo de produção artesanal compreende uma série de técnicas e de conhecimentos. Entretanto, por ser esse um conhecimento majoritariamente popular e das mulheres, a complexidade percebida pelo olhar de quem pesquisa parece desfazer-se na vida das artesãs e dar lugar ao invisível. Conclui-se, ainda, que um dos processos mais ricos na formação das tecelãs acontece por meio da experiência e do desejo de partilhar, uma pedagogia criada e desenvolvida pelas mulheres tecelãs ao longo dos tempos. Essa inventabilidade mantém a tradição da tecelagem, por meio de uma corrente viva, em que as artesãs mais experientes repassam seus saberes para outras mulheres que elas escolhem para ser as novas detentoras das técnicas do tecer. É preciso olhar para a experiência das mulheres, aprender com elas e conceber essas  experiências como formadoras de aprendizagens que criam e (re)criam.



A Manutenção de Saberes Artesanais por Mulheres Idosas: O Caso da Tecelagem Manual da cidade mineira de Resende Costa

 

Este trabalho teve como objetivo apresentar sucintamente a maneira com que ofícios tradicionais artesanais de determinadas comunidades são mantidos pela população idosa das mesmas. Dessa forma, optou-se pela organização de um estudo de campo referente à tecelagem artesanal concebida tradicionalmente na cidade interiorana de Minas Gerais, Resende Costa. Nessa perspectiva, buscou-se analisar e compreender a importância desse ofício em um viés socioantropológico para as pessoas do município, especialmente, para mulheres idosas. No que diz respeito aos resultados, enfatiza se que o ofício tecelão para as mulheres idosas da cidade, é muito mais que uma maneira de obtenção de renda, trata-se de uma ação tradicional familiar.



segunda-feira, 1 de agosto de 2022

Folia de Reis em Minas Gerais: entre símbolos católicos e ambiguidades africanas

 

O presente artigo busca compreender as relações de estreitamento religioso entre a Folia de Reis, manifestação relacionada ao catolicismo popular (ou santorial) e a religiosidade de matriz africana. No campo a se pesquisar, o município de Leopoldina, Minas Gerais, está a Folia da Maú, formada por uma família negra e umbandista, devotos de São Sebastião. Entre os diversos rituais, está a entrega da bandeira em um centro de umbanda, realizado no dia 20 de janeiro, dia de São Sebastião no calendário litúrgico católico. Portanto, essa Folia se caracteriza tanto como uma prática do catolicismo santorial, quanto expressão religiosa da umbanda. O palhaço por sua vez, o brincante de tanta expressão e popularidade, entendido pelo viés católico como o Rei Herodes, ou até mesmo o próprio diabo, simbolicamente possui analogias com Exu. Orienta essa comunicação, a ideia de que os traços da religiosidade afro-brasileira e do catolicismo santorial estão imbricados intimamente. Por meio de conversas e entrevistas, análise das imagens rituais no centro de umbanda e na casa de Dona Maú, e da chula dos palhaços, procura-se entender a relevância do mascarado da Folia como produto desse processo de síntese cultural. Portanto, nesse contexto sua posição marginal dá lugar à eminência como representante dessa síntese e como brincante de grande notoriedade e simpatia junto à assistência.



Fonte Imagem: https://arquidiocesejuizdefora.org.br/folia-de-reis-dia-de-reis-na-devocao-popular/


A questão da cultura popular: as políticas culturais do Centro Popular de Cultura (CPC) da União nacional dos Estudantes (UNE)

  

Na década de 1980, sobretudo, a literatura que procurou revisar a produção artístico-cultural do CPC caracterizou-a, em linhas gerais, como dogmática e simplista. Com isso, as vozes dissonantes que compunham as esquerdas no período de 1961 a 1964 e que discutiram exaustivamente o engajamento artístico, a cultura popular e a função social da arte foram associadas às formulações genéricas do “manifesto do CPC” (redigido por Carlos Estevam Martins) ou reduzidas à relação intrínseca entre nacionalismo e populismo (enfatizada por Francisco Corrêa Weffort e Octávio Ianni, entre outros). Não obstante, o debate travado no período anterior ao golpe militar evidencia uma diversidade e uma variedade de posturas e posições acerca da arte engajada que só tem a acrescentar à história já contada.



domingo, 31 de julho de 2022

Festa, patrimônio vivo: reflexões sobre educação na feitura de tapetes do Corpus Christi

 

Esse artigo apresenta os resultados de uma pesquisa que buscou compreender processos educativos presentes na feitura dos tapetes de serragens da festa de Corpus Christi, em Sabará, Minas Gerais. Pautou-se na suposição de que os processos educativos se fazem presentes nas situações de relações intergeracionais ocorridas durante e no período anterior a referida festa. Além da observação participante de dois trechos ornamentados, foram realizados registros fotográficos, notas em diários de campo, numa perspectiva etnográfica, e entrevistas semiestruturadas com moradoras que ainda perpetuam essa tradição junto a jovens participantes do processo de feitura dos tapetes. Produziu-se, em diálogo com conhecimentos oriundos de abordagens socioantropológica, histórica, patrimonial e educativa da festa, análises sobre as interações e sociabilidade intergeracionais, estabelecidas entre os participantes durante a feitura dos adornos, e transmissão de saberes, fazeres, valores e sensibilidades, conferindo-lhes significação de um patrimônio cultural imaterial e reforçando valores identitários e ligações de pertencimento.



Fonte Imagem: https://arquidiocesebh.org.br/noticias/sabara-fe-e-tradicao-na-celebracao-de-corpus-christi/


Corpo, Cultura e Sincretismo: O Ritual da Congada

 


O trabalho tem como objetivo descrever e analisar a Congada como um elemento sincrético que possibilita a relação do corpo – construção social – com o sagrado e o profano. Para tanto se desenvolveu uma etnografia, tendo-se como caso estudado a Congada Irmandade de Nossa Senhora do Rosário. Os resultados apontam que há nesta manifestação um sistema ritual que se constitui com base em elementos transcendentais, sendo a maneira encontrada pelo grupo para estabelecer a relação com o sagrado, representando sua identidade cultural afrodescendente em um contexto sociocultural moderno, como é o caso de Brasília.

Para acessar o artigo na íntegra: https://revistas.ufg.br/fef/article/view/18012/10740

Maria e Iemanjá: duas faces - um arquétipo

 


A  religiosidade  brasileira  apresenta  características  sincréticas,  que  envolvem  o  catolicismo romano,  o  candomblé  e  os  mitos indígenas.  Este  artigo  trata  do  sincretismo  entre  Maria  e Iemanjá  confrontadas  como  símbolos,  dada  a  impossibilidade  de  correspondência  teológica entre elas. A análise simbólica foi feita a partir da teoria de Carl GustavJung.

Para acessar o artigo na íntegra: https://revistas.pucsp.br/index.php/ultimoandar/article/view/37240/25387


Fonte Imagem: https://super.abril.com.br/mundo-estranho/qual-a-ligacao-entre-os-santos-catolicos-e-os-orixas/


O sincretismo religioso do Candomblé e a Igreja Católica no Brasil

  Tempo de Umbanda Maria Conga, Iemanjá e Cabocla Jurema

 Falar sobre religião é um assunto que muitas vezes gera polêmica, afinal todos defendem a sua como sendo a única verdadeira. No entanto, no Brasil, as manifestações religiosas, sofreram modificações em sua base devido às influências culturais a que foram confrontadas, especificamente a Igreja Católica, que foi a primeira religião que chegou às terras brasileiras. O primeiro contato foi com os índios, dos quais absorvidos alguns aspectos culturais, pois não seria possível convertê-los sem conhecer sua formação cultural. Por causa disso, algumas práticas foram adotadas. Contudo, damos ênfase a chegada dos negros. Foi a partir deles que surgiram expressões religiosas mais fortes, pelos cultos que esses trouxeram, fazendo nascer no país os cultos afro-brasileiros, que deram origem às religiões que temos até hoje, a exemplo do Candomblé, um dos objetos de estudo desta pesquisa. E o sincretismo religioso do Candomblé com a Igreja Católica nasce dessa repressão, ou seja, da proibição dos negros em cultuar sua fé a suas entidades. Assim, o objetivo principal deste trabalho é compreender como se configura o sincretismo religioso entre o Candomblé e a igreja católica. Esta pesquisa é bibliográfica, e os dados foram levantados a partir de artigos, teses e matérias disponíveis em sites que abordam a temática.



sexta-feira, 29 de julho de 2022

A lenda da Mãe d'Água e Yara no imaginário da arte popular

 

O objetivo deste trabalho é analisar as semelhanças entre a lenda da “Mãe d’Água” e da “Yara” através da arte, ambas sendo, versões africanas e europeias. Este é um mito baseado no modelo de sereias dos contos gregos, difundido entre indígenas brasileiros no século XVIII. Para alguns, são intituladas, como: deusas das águas, protetora dos navegantes e da pesca; meio peixe, meio mulher. A lenda da “Mãe d’Água” possui proximidades em alguns pontos, e afastam-se em outros da “Yara”. Tais analogias mostram-nos que os contos populares brasileiros são carregados de diversas influências culturais, perpassando no tempo e espaço.


Imaginário popular e Geografia do Brasil

  

Ainda está para ser realizada pesquisa em âmbito acadêmico que investigue a contribuição de Luis da Câmara Cascudo ao estudo de Geografia no Brasil. Neste artigo limitar-meei a algumas notas e observações a partir da leitura de Geografia dos Mitos Brasileiros, livro extraordinário publicado em 1948, cuja originalidade deve ser posta em destaque por ter estabelecido as

conexões entre o fabulário popular e os espaços geográficos do país. Destarte, o grande escritor e infatigável pesquisador potiguar sempre enfatizou que a coordenada geográfica era fundamental em sua reflexão sobre o Brasil nos 150 livros que escreveu, justificando com isso o motivo de nunca ter deixado a cidade de Natal para ir morar alhures, embora não Ihe tivessem faltado convites sedutores.



O Pensamento Dialético de Luís da Câmara Cascudo e os 60 anos do Dicionário do Folclore Brasileiro

 

Este trabalho apresenta uma análise sobre a obra do importante pensador brasileiro Luís da Câmara Cascudo. Destaca, em especial, os 60 anos da publicação do seu Dicionário do Folclore Brasileiro.

Para acessar o artigo na íntegra: https://ojs.sites.ufsc.br/index.php/rebela/article/view/2606


quarta-feira, 27 de julho de 2022

Câmara Cascudo e os 60 anos do Dicionário do Folclore Brasileiro (2014)

  

A obra Dicionário do Folclore Brasileiro, de Luís da Câmara Cascudo completou 60 anos em 2014. A Revista Internacional de Folkcomunicação recorda, em entrevista, o aniversário desta bibliografia, cuja importância dar-se como uma referência sobre a cultura brasileira e global e é, além disso, uma das bases para o pensamento Folkcomunicacional de Luiz Beltrão e os estudiosos deste pensamento. A entrevistada é Daliana Cascudo, neta do autor do livro e diretora do LUDOVICUS - Instituto Câmara Cascudo (aberta à visitação ao pública em janeiro de 2010), localizado no município de Natal, estado do Rio Grande do Norte (Nordeste brasileiro).



O Ensaio de Luís da Câmara Cascudo na Interpretação da Cultura Brasileira

  



quarta-feira, 20 de julho de 2022

Monteiro Lobato e suas fases

 

Exame do conjunto da obra de Monteiro Lobato, considerando sua trajetória e
modifi cações suscitadas pela condições de produção e recepção.